Seis anos após arrastar Claúdia em uma viatura, Capitão trabalha investigando mortes cometidas por PMs em operações

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Claudia Silva Ferreira

Seis aos após o homicídio de Claudia Silva Ferreira, arrastada por uma viatura da Polícia Militar por 350 metros, na Zona Norte do Rio, além de nenhum dos policiais militares terem sido julgados ou punidos pela corporação, o capitão Rodrigo Medeiros Boaventura atua dentro da polícia investigando mortes cometidas por PMs.

Rodrigo, que responde na Justiça pelo homicídio da auxiliar de serviços gerais, está lotado no 41º BPM (Irajá), um dos batalhões do estado cujos agentes mais matam em serviço, e desempenha funções na área correcional. Ao longo dos últimos meses, Boaventura foi considerado apto, pela própria PM, para julgar policiais acusados de crimes militares na Justiça, conforme revelou nesta quarta-feira (08), o jornal O Globo.

PMs presos pela morte de Claudia Foto: Marcelo Carnaval

O capitão faz parte de uma relação de oficiais encaminhada pela corporação à Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Rio para fazer parte do Conselho Especial de Justiça — órgão formado por quatro juízes militares e o juiz titular da Auditoria Militar, responsável por julgar militares estaduais.

O capitão Boaventura era tenente quando Claudia foi morta e arrastada pela Estrada Intendente Magalhães. Na época, ele comandava a patrulha que realizou a operação no Morro da Congonha, em Madureira, no dia do homicídio.

Até hoje nenhum dos policiais militares acusados do homicídio e da remoção do cadáver de Claudia Silva Ferreira foi julgado ou punido pela corporação. Dois dos PMs que integravam a patrulha se aposentaram depois do homicídio. Os outros três agentes seguem trabalhando nas ruas da Região Metropolitana do Rio. Boaventura, apesar de ter permanecido algumas semanas preso pelo crime à época, nunca foi sequer punido administrativamente pela PM pelo crime.

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