Segurança do mercado que assassinou Pedro Gonzaga pode ficar preso por até 30 anos

Davi Amâncio pode ficar preso por até 30 anos

O inquérito final da Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que o segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, que matou Pedro Henrique Gonzaga, no supermercado Extra, deve responder por homicídio com dolo eventual, com pena de até 30 anos de prisão. A conclusão chega um mês o jovem ser assassinado por estrangulamento pelo agente de ‘segurança’.


Um novo inquérito de quase 500 páginas está sendo encaminhado à Justiça nesta sexta-feira (15). A polícia analisou todos os momentos, desde quando Pedro chegou com a mãe no supermercado até o jovem ser morto pelo segurança.

Ao rever as imagens das câmeras de vigilância a polícia comprovou que o segurança Davi não estava armado no momento que imobiliza o jovem. Esta informação acaba com o argumento do segurança que teria alegado imobilizar Pedro para que ele não pegasse sua arma. O vídeo mostra ainda que o também segurança Edmilson Félix, que acompanhava a ação sem intervir, retirou a arma de Davi logo assim que o segurança imobilizou Pedro.

“Quando o Davi inicia a imobilização a arma de fogo do Davi já estava em poder de outro segurança. A vítima já não oferecia perigo”, explicou a delegada Cristiane Carvalho de Almeida.

O inquérito policial ressalta também que Davi Amâncio foi avisado 11 vezes, em apenas 2 minutos de gravação, que o jovem estaria roxo e, mesmo assim, o segurança não saiu de cima do jovem. Seu colega de serviço, Edmilson Félix, também responderá criminalmente por ter sido cúmplice do assassinato de Pedro.

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