Secretaria de Educação do Espírito Santo realiza consulta étnico-racial para profissionais da Rede Estadual

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A Secretaria da Educação do Espírito Santo (Sedu) realizou uma consulta sobre educação racial para mais de dois mil profissionais da Rede de ensino, visando a estruturação da Formação Étnico-Racial nas escolas ainda neste ano.

Educadores da rede estadual de ensino responderam a uma pesquisa sobre relações étnico-raciais – Foto: Divulgação

Um total de 2.156 profissionais entre professores, pedagogos e diretores responderam a um questionário on line que continha perguntas que mensuravam o nível de conhecimento dos profissionais sobre a temática racial no exercício das funções.
Segundo Valquiria Santos, responsável pela Gerência de Educação do Campo, Indígena e Quilombola (GECIQ), a consulta foi uma maneira de dialogar com os profissionais da educação sobre o tema, antes de elaborar a Formação Étnico-Racial, considerando o olhar desses profissionais para o enfrentamento do racismo nas escolas. “Enquanto servidora pública, eu acredito que as políticas do Estado são as ações que realmente chegam às pessoas. Como gestora eu busco propor, junto às equipes de trabalho, estratégias para que as iniciativas públicas sejam de fato para as pessoas, e sobretudo para as que mais precisam. Por isso, eu acredito que essas políticas e ações são possibilidades de transformação social”, afirma a servidora.

Valquiria Santos, Gerente de Educação do Campo, Indígena e Quilombola na Sedu- Foto: Arquivo Pessoal

A consulta realizada faz parte da estratégia de desenvolvimento da Comissão Permanente de Estudos Afro-Brasileiros (Ceafro), criada em novembro do ano passado pelo Governo do Estado do Espírito Santo, para promover estudos e viabilizar ações afirmativas que tratam do tema educação, das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena. 
Ainda de acordo com Valquíria, o foco principal da Comissão é a formação dos profissionais para uma educação que discuta relações raciais. “Os órgãos de educação em outros lugares do Brasil não possuem uma comissão para pensar sobre uma educação antirracista. Nós alinhamos competências técnicas e ações afirmativas, para que possamos consolidar uma política de equidade racial. A Ceafro é uma referência para todo o país”, concluiu Valquiria Santos.

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Samily Loures

Baiana em terras capixabas, é formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo). Com atuação em publicidade social e pesquisa em Identidade Negra, acredita que a comunicação pode ser instrumento de mudanças sociais. Apesar de militante e sagitariana, consegue levar a vida com serenidade. E deboche.

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