São Paulo recebe campeonato nacional de poesia falada, Slam BR

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No dicionário, a poesia significa a arte de compor através de versos. Na vida dos poetas classificados para o Slam BR – Campeonato Brasileiro de Poesia falada, que acontece entre os dias 12 a 15 de dezembro no SESC Pinheiros, em São Paulo, ela ganha outros significados e destaques, como existência e resistência. O vencedor desta edição representará o Brasil na Copa do Mundo de Slam em 2020, na França.

Para quem ainda não conhece as rodas de poesias que se tornaram tradicionais pelos cantos do Brasil, que de acordo com o Slam BR são 210 grupos espalhados pelo país, elas são uma competição em que poetas apresentam trabalhos de autoria própria em, no máximo, três minutos. Nelas, os trabalhos recebem notas de 0 a 10 de um júri escolhido na hora entre pessoas do público. Na edição deste ano, o evento apresentado pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos contará com 16 estados brasileiros.

Na história de um dos representantes do Rio Grande do Sul, Jamille Santos, de 17 anos, a poesia sempre esteve presente – até antes de aprender a escrever. “Eu já fazia versos antes de saber escrever e memorizava, quando aprendi a escrever eu fazia muita história, contos, releituras e por aí vai, me envolvi mais com a poesia marginal ali em 2015 quando comecei a ver os vídeos dos poetas que circulavam pelas redes sociais”, explica a poetisa vencedora da classificatória do Slam BR no Rio Grande do Sul.

Slamer Jamille Santos, representante do RS. Foto: Alisson Batista/Divulgação

E um significado semelhante tem para o paulista Hércules Marques, de 21 anos e também representante do RS no torneio. Com o pseudônimo de Jovem Preto Rei, o Slam e a poesia formaram o caminho que ele trilhou para encontro com si. “O Slam me deu uma ferramenta e um novo propósito, a partir dele entendi muito mais sobre o poder das palavras, a responsabilidade e o poder de transformação social através delas”, define.

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Ariel Freitas

Jornalista, escritor, rapper e ativista. Criado nos becos estreitos da Vila Estrutural e pelas esquinas do Morro Santana, ambos localizados na zona norte de Porto Alegre. Aos 16 anos, Ariel Freitas era campeão de freestyle na maior batalha do estado do Rio Grande do Sul, a famosa Batalha do Mercado. Atualmente, Ariel Freitas escreve sobre os impactos do racismo na Capital da desigualdade racial. Uma Porto nem tão Alegre assim.

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