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Comunidade quilombola em Ilhéus pede ajuda após fortes chuvas

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A comunidade quilombola do Morro do Miriqui, em Ilhéus (BA), está realizando uma campanha de arrecadação por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade do extremo sul baiano nos últimos dias. De acordo com representantes da comunidade — que é a única do município a ser certificada como quilombola pela Fundação Cultural Palmares — as chuvas destruíram as plantações e as roças do local.

Por conta disso, cerca de 250 famílias que fazem parte do quilombo foram atingidas. A comunidade pede não só doações em dinheiro de qualquer quantia — que podem ser enviadas para o pix: quilombomorrodomiriqui@gmail.com — mas também doações de alimentos não perecíveis, materiais de higiene pessoal e de limpeza, e água mineral.

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Comunidade quilombola pede ajuda com doações após fortes chuvas.
Foto: Reprodução/Redes sociais

As intensas chuvas que atingiram os municípios do sul do estado, deixaram até esta quarta-feira (26), 74 desabrigados, 9.261 desalojados e 9.348 outros afetados, de acordo com atualizações feitas pela Defesa Civil, com informações das prefeituras. Com as enchentes e deslizamentos que acontecem desde a última sexta-feira (21), a cidade de Ilhéus é uma das cinco que tiveram Situação de Emergência (SE) decretada.

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Nas redes sociais, representantes da comunidade quilombola do Morro do Miriqui também pedem ajuda das autoridades, mostrando suas casas e a área de 1.302 hectares que pertence à comunidade, completamente alagados. Eles também relembram as fortes chuvas que também atingiram a região no final de 2022, quando também sofreram com muitas perdas.

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Em um dos vídeos divulgados pela comunidade, Rosângela Santos, que se apresenta como presidenta do quilombo, aparece mostrando a situação das casas inundadas pelas águas do Rio Cachoeira, localizado próximo da área afetada, que transbordou com a chuva.

“Ano passado a gente enfrentou uma enchente que inundou nossas casas e hoje voltamos a sofrer. Nossas plantações também estão todas inundadas, nossas roças, tudo indo por água abaixo”, disse a líder da única comunidade quilombola de Ilhéus a ser certificada pela Fundação Palmares.

Leia também: Governo é réu na Corte IDH por violações contra comunidades quilombolas

Bárbara Souza

Bárbara Souza

Carioca da gema, criada em uma cidade litorânea do interior do estado, retornou à capital para concluir a graduação. Formada em Jornalismo em 2021, possui experiência em jornalismo digital, escrita e redes sociais e dança nas horas vagas. Se empenha na construção de uma comunicação preta e antirracista.

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