Presidente da Ponte Preta quer democracia racial: “No futebol, o negro está limitado às quatro linhas”

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Tiãozinho – Ponte Preta

Único clube das séries A e B presidido por um negro, a Ponte Preta recorre ao seu passado para construir o seu futuro. A história não mente: em 1900, o clube tinha Miguel do Carmo, negro, na sua equipe principal – fato inédito à época no país. Por isso, Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, presidente da Ponte, fez um pedido à Fifa: que o clube seja reconhecido como o primeiro a escalar negros no Brasil.

“A Ponte Preta tem um histórico de inclusão. Essa ideia de integração está relacionada à minha chegada à presidência”, afirmou, em entrevista ao Estadão.

Na presidência desde novembro do ano passado, Tiãozinho já promoveu importantes mudanças. Na diretoria anterior, não havia nenhum dirigente negro; agora, são três: Moacir Pereira, diretor de Marketing, Marcos Antônio Ignácio da Silva, diretor financeiro, e Sérgio Acácio, diretor jurídico.

“A inclusão foi um critério, porque ela é necessária e atual. Minhas escolhas também levam em conta os currículos, mas o mito da meritocracia é insuficiente para promover a inclusão em um país marcado pelo racismo (…) No futebol, o negro está limitado às quatro linhas”, pontuou Tiãozinho.

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