Policial militar aborda jovem que voltava do trabalho e alega que ele tinha “cara de ladrão”

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Uma cena comum à esmagadora maioria dos homens negros do Brasil: ser abordado pela polícia sem motivo aparente. Foi o que aconteceu com Lucas Costa de Araújo, de 23 anos, na manhã da última terça-feira (12) em Santos, litoral de São Paulo. O jovem, que trabalha como operador de loja, voltava do serviço por volta de 6:30 quando policias militares se aproximaram para abordá-lo.

“Quando o último policial que passava de bicicleta me olhou e deu meia-volta, notei que seria ‘enquadrado’. Então, resolvi gravar, porque já era meu quarto ‘enquadro’ só esse ano, e naquela mesma região. Eu queria gravar só o começo. Só que, quando ele começou a me ofender, continuei. E acabou que registrei ele falando que eu estava sendo ‘enquadrado’ porque tinha cara de ladrão”, contou Lucas, nesta quinta-feira (14), em entrevista ao G1.

A Polícia Militar emitiu nota afirmando que “não compactua com desvios de conduta, e todas as denúncias são rigorosamente investigadas”.
Confira na íntegra:

“A abordagem policial é uma atividade operacional necessária, por permitir a descoberta de objetos ilícitos em posse dos infratores, preserva a vida dos cidadãos e do próprio policial quando realizada dentro dos parâmetros técnicos necessários e regulada por Procedimento Operacional Padrão pautado na legislação vigente, Direitos Humanos, Polícia Comunitária e Gestão pela Qualidade.

No ano de 2020, a Polícia Militar teve como resultado de suas ações e abordagens 7,7 mil armas de fogo e 227 toneladas de drogas apreendidas, recuperou 36 mil veículos e prendeu 125 mil criminosos.

A Polícia Militar não compactua com desvios de conduta, e todas as denúncias são rigorosamente investigadas. O material encaminhado pela redação foi direcionado à Seção de Justiça e Disciplina para apuração”.

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