PM de Goiás agride adolescentes negros e ignora branco durante mesma abordagem

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Dois adolescentes negros que escutavam música em frente ao comércio do pai de um deles foram abordados e levaram tapas no rosto de policiais militares em Aruanã, município a cerca de 320 km de Goiânia (GO). Um terceiro adolescente, branco, que estava com eles não sofreu agressões e, durante a abordagem, os oficiais da Polícia Militar de Goiás (PM-GO) apenas conversaram com ele.

Imagens da câmera de segurança – Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A ação foi gravada pelas câmeras de segurança de um guarda-barcos da cidade, que pertence ao pai de um dos meninos. Nas imagens, é possível visualizar que um dos dois policiais militares inicia uma conversa com o garoto branco enquanto outro oficial  estava a distância. No momento posterior, o policial se aproxima do garoto negro que é agredido no rosto. Em seguida, o mesmo policial agride o segundo garoto negro e o empurra para dentro do comércio.  

O segundo policial não impede o colega da agressão contra os adolescentes negros, mas no vídeo é possível ver o momento em que ele atravessa a rua e pede que uma mulher que estava gravando a ação apague o vídeo. Aos meninos, os policiais disseram que a abordagem era devido a eles estarem ouvindo uma música em que tocava uma sirene. “O outro não apanhou. Ele é branco. É só porque nós somos negros que apanhamos”, disse um dos garotos à TV Anhanguera. A família de um dos garotos chegou a registrar um boletim de ocorrência contra os policiais e a mãe de um dos meninos também relatou na entrevista sua indignação: “Ele estava sentado na rodinha lá tomando coca mais os amigos, não tem cabimento um trem desses, não, eles não estavam fazendo nada de errado”.

Em nota, a Polícia Militar de Goiás afirmou ter afastado o agente que aparece nas imagens e aberto procedimento administrativo disciplinar para investigar o ocorrido no sábado (17).

Comportamento recorrente

No último mês, o Notícia Preta chegou a relatar a abordagem violenta que o ciclista Filipe Ferreira sofreu por policiais militares em Goiás enquanto ele fazia manobras em uma praça, em Cidade Ocidental, no entorno do Distrito Federal (DF). Na ocasião, o cabo da Polícia Militar, Gustavo Brandão da Silva, foi denunciado pelo Ministério Público. Logo depois, Filipe Ferreira relatou que estava sendo seguido e constrangido pela cidade por policiais militares de Goiás, sendo obrigado, inclusive a deixar o emprego. 

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