Uma passageira foi retirada de um voo nos Estados Unidos após não ter reservado dois assentos, segundo relato feito por ela nas redes sociais. O caso envolve a companhia aérea Southwest Airlines e ocorreu no Aeroporto LaGuardia, em Nova York.
Keirstyn Catron, de 24 anos, afirmou que foi abordada por uma funcionária da empresa ainda dentro da aeronave, pouco antes da decolagem. Segundo ela, a funcionária questionou se já havia tido problemas para se acomodar em voos anteriores. Ao responder que não, a passageira disse ter sido informada de que não poderia embarcar.

“Considerando o seu tamanho, parece que você não conseguirá embarcar neste voo”, teria dito a funcionária, segundo relato de Keirstyn. A passageira afirmou que se sentiu constrangida com a abordagem. “Naquele momento, eu não disse nada porque me senti humilhada”, declarou.
De acordo com o relato, um supervisor também foi acionado e afirmou que a presença dela poderia representar um “risco” para outros passageiros. A equipe orientou que ela buscasse outro voo em que pudesse adquirir dois assentos.
Keirstyn disse que tentou argumentar com os funcionários, informando que viajaria ao lado de um amigo que não se importaria com a proximidade. Ainda assim, a decisão foi mantida e ela foi retirada do avião.
LEIA TAMBÉM: Obesidade entre adultos cresce 118% no Brasil em quase duas décadas, aponta Ministério da Saúde
A passageira recebeu um novo cartão de embarque para o dia seguinte e conseguiu embarcar em outro voo, no qual um assento ao seu lado foi mantido vazio. Ela afirmou ter ficado apreensiva com a possibilidade de enfrentar a mesma situação novamente.
O caso ocorreu antes da formalização de uma nova política da Southwest Airlines, que passou a exigir que passageiros que ocupem espaço além de um assento adquiram uma segunda passagem. Anteriormente, a companhia permitia a compra de assentos extras com possibilidade de reembolso ou solicitação gratuita no aeroporto.
Com a mudança, o reembolso não será concedido em voos lotados. A nova regra gerou reação entre passageiros, que passaram a discutir os critérios adotados pela empresa.
Até o momento, a companhia aérea não comentou publicamente o caso específico relatado pela passageira.









