Parque da Zona Norte do Rio poderá se transformar em espaço para práticas religiosas de matriz africana

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A instituição responsável pela adoção e revitalização de espaços públicos abandonados, Fundação Parque e Jardins (FPJ), organizou uma diretriz que visa a reabertura do Parque Municipal Orlando Leite, localizado em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A proposta visa não só o cuidado com o espaço público, mas também a possibilidade de transforma-lo em um ambiente destinados a práticas religiosas de matriz africana.

A organização FPJ é conhecida por promover a ‘adoção e revitalização de praças públicas em condições de abandono. Um dos funcionários designados para inspeção do Parque Orlando Leite , Rodrigo Rubianato, que também é o responsável pelo projeto, explica que o trabalho nesses ambientes consiste, basicamente, na manutenção preventiva por pessoas físicas e jurídicas .

Em uma de suas inspeções dentro do Parque, Rubianato observou que havia uma quantidade expressiva de material religioso deixado no local. Depois disso, Rodrigo decidiu apresentar ao presidente e a diretoria a possibilidade de colocar o espaço sagrado dentro do projeto de revitalização do Parque Orlando Leite.

Parque Municipal Orlando Leite
Parque Municipal Orlando Leite

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Eu levei a ideia então de criar um espaço do sagrado para a Fundação Parques e Jardins. A diretoria e a presidência se animaram muito com a ideia. Colocaram, na verdade, o projeto do espaço sagrado dentro do projeto de revitalização do Parque.”, disse Rubinato.

Apesar de ser um espaço relativamente pequeno para todos os adeptos, o local, segundo Rubianato, visa comportar todos objetos e praticas religiosas de diferentes regiões. A ideia, no entanto, é que outros parques de diferentes lugares atendam suas respectivas comunidades religiosas.

O projeto ainda requer autorização da prefeitura, verbas para manutenção do espaço e a contribuição da comunidade religiosa. Até o momento, a Fundação não possui as condições necessárias para a concessão da proposta ,por isso dependerá do acordo entre as comunidades religiosas da região.

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