OMS confirma quase 100 casos de varíola dos macacos fora de região endêmica

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou 94 casos e 28 suspeitos de varíola dos macacos, em 16 países que não são endêmicos para o vírus. Atualmente, são 97 pacientes infectados, incluindo uma pessoa na Argentina, até o último sábado (21).

Varíola dos macacos causa coceira dolorida, que provoca lesões – Foto: CDC/Associated Press

Segundo a Agência de Saúde da ONU, o número pode ser ainda maior e espera identificar mais infecções à medida que expande a vigilância nos países onde a doença normalmente não é encontrada. O comunicado do Órgão também diz que as investigações em andamento, mostram que os casos não têm ligações com viagens a áreas endêmicas. “As informações disponíveis sugerem que a transmissão de humano para humano está ocorrendo entre pessoas em contato físico próximo com casos sintomáticos”, acrescentou a OMS.

David Heymann, epidemiologista da OMS, falou sobre a possível causa da proliferação da doença nesses países. “O que parece estar acontecendo agora é que ela entrou na população como uma forma sexual, como uma forma genital, e está se espalhando assim como as infecções sexualmente transmissíveis, o que amplificou sua transmissão em todo o mundo”, contou.

Até agora, os casos fora do continente africano são no Reino Unido, Espanha, Portugal, Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Itália, Suécia, Israel, Suíça, Áustria, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Argentina. 

A varíola dos macacos é uma doença infecciosa que geralmente é leve e endêmica em partes da África Ocidental e Central. Na República Democrática do Congo, já são mais de 1,2 mil pacientes suspeitos.  Ainda não há relatos de pessoas com a doença no Brasil.

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De acordo com a OMS, os sintomas da infecção são febre (de 1 a 3 dias), dor de cabeça intensa, inchaço dos gânglios linfáticos, dor nas costas, dor muscular, falta de energia e erupção extensa característica. O período de incubação do vírus pode variar de 5 a 21 dias. 

Ela é espalhada por contato próximo e pode ser contida com facilidade por meio de medidas como isolamento e higiene. A proporção de pacientes que morrem variou entre 0 e 11% em casos documentados e foi maior entre crianças.

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