O presidente “ditador” de regras na CAN

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Por Luis Fernando Filho

Um país com pouco mais de 1,2 milhão de habitantes, um dos menores territórios do continente africano e grande exportador de petróleo. Essa é Guiné-Equatorial, ex-colônia espanhola com sua capital localizada na costa norte da ilha Bioco, sendo a maior cidade do país. Devido às complexidades, foi criada a nova capital Oyala, a fim de facilitar o acesso territorial a outro grande centro comercial.

Bem, você já deve ter percebido: explicar o país não é tarefa fácil. E no futebol não seria diferente. No histórico da Copa Africana de Nações, o país dirigiu duas edições – 2012 e 2015. Ambas sob a figura polêmica do presidente Teodoro Obiang, o líder mais antigo de todo o continente africano, com mandato desde 1979 e diversas polêmicas envolvendo o nome do ditador. 

Foi sob o forte apoio estatal que a Guiné-Equatorial brilhou na CAN de 2015, mesmo com polêmicas e um elenco repleto de jogadores espanhóis naturalizados, outra marca do regime Obiang. Antes, em 2012, diversos atletas brasileiros foram naturalizados. Muitos deles sem nenhuma ligação ao futebol do país.

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Naquela seleção com Ovono, R. Da Gracia, D. Mbele, Sipo e Randy; Kike Seno, V. Ellong, J. Balboa, Zarandona; R. Fabiani e E. Nsue, e o técnico argentino Esteban Becker, o escrete construiu vitórias heróicas naquela edição, sobretudo, diante da Tunísia nas quartas de final. No jogo em que Guiné-Equatorial perdia até os 48 minutos do segundo tempo, Javier Balboa brilhou com dois gols, inclusive, o da vitória na prorrogação, e gravaria seu nome na história da CAN também como um dos artilheiros daquela edição com três gols.

No final das contas, a trajetória equato-guineense no torneio é cercada de polêmicas e desconfianças devido ao fato de Obiang utilizar o sucesso da seleção como instrumento político. Goste você ou não, Guiné-Equatorial está marcada como uma das histórias mais ‘misteriosas’ da Copa Africana de Nações.

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