Mostra de Cinema Narrativas Negras que exibe e dissemina filmografia negra

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A programação conta exibições, debates, oficina e homenagem à Mãe Celina de Xangô

A Mostra de Cinema Narrativas Negras acontece no próximo dia 18 de junho, no Rio de Janeiro. O evento, que conta com curadoria e produção da cineasta Milena Manfredini, é uma iniciativa independente, sem patrocínio, e portanto ousada e corajosa.

Tem como objetivo, debater, refletir e formar pessoas a partir da arte cinematográfica negra. Toda a programação acontecerá a partir das 14 horas no MAR — Museu de Arte do Rio. É aberta à todo o público, gratuita e sujeita a lotação.

Filmografia Negra

“É muito perverso pensar que vivemos num país composto majoritariamente por pessoas negras e não nos vemos representados de maneira positivada. Essas ausências criam cicatrizes que estão constantemente abertas em nós”, destaca Milena, curadora da Mostra, que este ano homenageia a Mãe Celina de Xangô, importante Yalorixá da Zona Portuária do Rio.

O espaço negado no cenário nacional é um dos principais entraves de realizadoras e realizadores negros. “Acredito que por intermédio do olhar, cineastas negras e negros propõem mudanças na tecitura de novas narrativas e subjetividades no cinema negro contemporâneo. É por essas e outras razões que acreditamos na potência de um espaço de escuta, debate e descolonização do olhar se faz cada vez mais importante para que juntos possamos nos ver de maneira potente e humanizada no cinema” ressalta Milena.

Representatividade

Ampliar as narrativas que fujam dos estereótipos que historicamente relegaram aos negros papéis secundários nas produções brasileiras, também está no conceito da Mostra de Cinema Narrativas Negras.

“Acreditamos no poder de cura das imagens produzidas por realizadoras e realizadores negros. Assistir a um filme e se ver representado na tela de maneira positivada é uma experiência de cura e de fortalecimento da auto estima de mulheres, homens e crianças negras. Conhecer estes cineastas, ouvir suas narrativas, entender o que os motivou a realizar cada projeto é demasiadamente importante para a formação do olhar”, enfatiza a cineasta e curadora do Festival.

Confira a programação:

14H às 15H — Visita mediada à exposição Rosana Paulino: a costura da memória (até 40 pessoas)

15H às 16H — Oficina “O Poder das Ervas” com Mãe Celina de Xangô | Auditório (até 98 pessoas)

16H às 19H30 — Mostra de filmes seguida da mesa de homenagem com a presença de Mãe Celina de Xangô, da jornalista Flávia Oliveira e do pesquisador Rubem Confete | Auditório (até 98 pessoas)

FILMES DA CURADORIA: Do que aprendi com minhas mais velhas de Susan Kalik e Onijasé, Fé de Clementino Júnior, Merê de Urânia Munzanzu e Pequena África de Arthur Pereira e Macário.

MEDIAÇÃO: Milena Manfredini (cineasta e curadora da Mostra Narrativas Negras)

SERVIÇO

Mostra de Cinema Narrativas Negras

Quando: 18 de junho, terça, das 14h às 20h

Local: MAR – Museu de Arte do Rio (Praça Mauá, 5 – Centro, Rio de Janeiro)

Capacidade Auditório: 98 lugares

Produção e Curadoria: Milena Manfredini Concepção

Realização: Mostra de Cinema Narrativas Negras

Apoio: MAR — Museu de Arte do Rio

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Fernanda Quevedo

é Mato-grossense e tem 32 anos. É redatora publicitária, escritora e social media. É formada em Serviço Social e pós-graduanda em Marketing. Já foi ativista pela democratização da comunicação e da Cultura, sendo uma das fundadoras da Midia Ninja e trabalhando em diversas organizações do terceiro setor em Cuiabá, São Paulo, Porto Alegre e Brasília. Hoje mora no Rio de Janeiro e realiza projetos e consultorias de letramento e escrita criativa digital.

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