Mandato de Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, é cassado pela Alesp

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A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (17), a cassação do mandato do ex-deputado estadual e ex-integrante do MBL Arthur do Val, o Mamãe falei (União Brasil). Em abril, após vazamento de áudios misóginos e sexistas, ele renunciou ao cargo. Com a cassação, ele fica inelegível por 8 anos, de acordo com a Lei da Ficha limpa.

Os 73 deputados que participaram da sessão votaram unanimemente pela cassação. Para ter o mandato cassado, era preciso 48 votos entre os 94 deputados da Assembleia. Arthur do Val é o primeiro deputado cassado pela Alesp em mais de 23 anos, já que a última cassação ocorreu em 1999, com o ex-deputado paulista Hanna Garib, por envolvimento com a “máfia dos fiscais” paulistana, quando era vereador da capital.

Foto: Reprodução/Facebook

Porque Arthur do Val foi cassado

Em abril, em viagem à Ucrânia, o ex-deputado teve áudios que enviou a amigos no Brasil vazados. Os áudios eram de teor machista e misóginos, causando forte repercussão negativa e repúdio de outras personalidades políticas, artistas e influenciadores.

Em um dos áudios, Arthur do Val diz sobre as mulheres ucranianas: “São fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, em dois grupos de ‘mina’. É inacreditável a facilidade. Essas ‘minas’ em São Paulo você dá bom dia e ela ia cuspir na sua cara e aqui são super simpáticas”, diz o áudio.

Segundo o ex-deputado, a viagem teve como intenção enviar doações para refugiados ucranianos após a invasão da Rússia ao país.

Em outro áudio o ex-integrante do MBL dizia: “Passei agora quatro barreiras alfandegárias, duas casinhas pra cada país. Eu contei, são doze policiais deusas. Que você casa e faz tudo que ela quiser. Eu estou mal cara, não tenho nem palavras para expressar. Quatro dessas eram ‘minas’ que você se ela cagar você limpa o c* dela com a língua. Assim que essa guerra passar eu vou voltar para cá”.

A assessoria do ex-deputado comunicou, por meio de nota, que “a decisão do plenário da Alesp deixa claro que foi promovida uma perseguição contra Arthur do Val e que o motivo principal não era o seu mandato, ao qual já renunciou, mas sim retirá-lo da disputa eleitoral deste ano”.

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Jersey Simon

Jornalista, especialista em Comunicação estratégica, empreendedor. Na luta por um Reino de Justiça e paz.

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