Live do bloco afro Ilê Aiyê trará discussões sobre demandas raciais

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A Banda Erê faz parte de um dos projetos sociais do bloco Ilê Aiyê –

O grupo Ilê Aiyê fará uma live no próximo domingo, dia 12 julho, a partir das 16h. Intitulada Ilê Vivo, a live será apresentada pelo poeta James Martins, juntamente com a drag queen preta Koanza Auandê, personagem do ator baiano Sulivã Bispo. De acordo com o Grupo, serão cerca de duas horas de show, com músicas do repertório do bloco, transmitido pelos canais do Youtube da Macaco Gordo e do Ilê Aiyê. Durante a apresentação, o Ilê Aiyê discutirá demandas raciais e sociais. O evento pretende arrecadar fundos para a manutenção dos projetos sociais que funcionam na Senzala do Barro Preto, sede da entidade, no bairro Curuzu, em Salvador (BA).

Trabalho social

Graças às obras do grupo, milhares de alunos tiveram a oportunidade de trilhar o caminho da arte e da educação. Fundada em 1988, a Escola Mãe Hilda oferece ensino regular, da educação Infantil ao Ensino Fundamental, para crianças de Salvador. A Banda Erê, escola de arte e educação voltada para crianças e jovens, busca expandir os valores culturais negros. Além de aulas de percussão, dança e canto, os alunos também têm aulas de cidadania, história, literatura e saúde corporal. 

Desde 1995, a Escola Profissionalizante do Ilê Aiyê já capacitou milhares de jovens e adultos com cursos de percussão, dança, confecção de instrumentos percussivos, informática, telemarketing, eletricidade predial, confecção de bolsas e acessórios e estética negra. Artistas consagrados como Iana Marucha, Juarez Mesquita, mestre Kehindê Boa, Helder Show, Dhanda, Márcio Pitter e Patinho iniciaram suas carreiras nas escolas do Ilê Aiyê. 

A Ilê Vivo é convite para que os admiradores do bloco contribuam para a permanência e execução desses projetos. Ex-alunos darão depoimentos sobre a importância do Ilê Aiyê na formação deles. O bloco afro mais antigo do Brasil deseja mostrar sua contribuição para a reafricanização do Carnaval baiano e para o resgate da autoestima do povo negro, através da percussão, da dança e do canto.

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Louise Freire

Jornalista e apaixonada por livros. Concluiu sua graduação em 2016 e no mesmo ano estagiou em uma revista. Participou da produção de um programa da TV Brasil e trabalhou como produtora audiovisual.

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