O Bloco Afro Afirmativo Ilu Inã promove a 1ª Caravana Preta em SP

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Nos dias 23 e 30 de agosto, o Bloco Afro Afirmativo Ilu Inã irá promover a Caravana Preta, que é um conjunto de ações criativas que visa redesenhar os mapas de deslocamento da negritude do centro aos arredores da cidade de São Paulo. A programação será toda virtual, transmitida pelo Canal do YouTube do Bloco. 

Grazzi Brasil e Zé Carlinhos da Vai Vai – Foto: Sérgio Fernandes

Segundo a direção do Bloco, este é um projeto promove os movimentos propositivos e protagonismos pretos a partir de suas matrizes e apontamentos estéticos, artísticos e políticos, nos quais arte, cultura e educação propostas formam um percurso cada vez mais potente no combate ao racismo e outras formas de opressão. Ainda de acordo com a direção, a missão é “se estabelecer em todas as partes desta cidade e juntar nossa gente para celebrar”.

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Nesta edição, os convidados serão Adriana Moreira, sambista ligada à Escola de Samba Camisa Verde e Branco; Zé Carlinhos da Vai Vai, Bernadete (Tulipa Negra do Samba), intérprete da Barroca da Zona Sul, Unidos do Peruche e Império Lapeano; Seu Landão da Nenê da Vila Matilde, mestre sala, rei momo e diretor de harmonia pela Nenê da Vila Matilde e Harry de Castro,  é um artista, ativista e sambista. Cantor, pesquisador de música brasileira, produtor cultural, ator da Cia. Teatro da Investigação, organizador do coletivo Terça Afro e voz do Ilu Inã. Cria da Escola de Samba Mocidade Alegre. Além disso, Grazzi Brasil, a primeira mulher a puxar o samba-enredo da Vai-Vai, marcará sua presença em duetos inéditos.

O Bloco

O Bloco Afro Afirmativo Ilu Inã é fundado por Fernando Alabê e Fefê Camilo, em março de 2016. O grupo tem ascendência dos movimentos que construíram a Vai Vai, e a Barroca Zona Sul, bem como do Aristocrata Club, em São Paulo. Ainda, os ancestrais Antônio Camilo e Sebastião Amaral fizeram parte da inspiração, porque estavam ligados como dirigentes e fundadores de movimentos correlatos. 

Nos quatro primeiros anos de existência, o bloco foi construído por musicistas, arte-educadores, artistas e produtores. O grupo é, em média, composto por 135 pessoas pretas.

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