Haitiano, residente dos EUA, é preso como mandante da morte de presidente do Haiti

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O médico Christian Emmanuel Sanon foi preso pela Polícia Nacional do Haiti como um dos mandantes do assassinato do presidente do Haiti Jovenel Moïse.

Christian Emmanuel Sanon foi a primeira pessoa a fazer contato com os presos pelo assassinato – Foto: Redes Sociais

De acordo com as investigações, Sanon foi a primeira pessoa com quem os suspeitos, presos na última semana, tentaram contato após o crime. Além do médico preso neste domingo (11) apontado como o mandante da morte, a Polícia Nacional acredita que outras duas pessoas estariam junto a Sanon no planejamento intelectual do crime.

Em entrevista coletiva, o diretor-geral da Polícia Nacional, Léon Charles, relatou a investigação que levou até o médico haitiano que vivia nos Estados Unidos até junho, quando desembarcou no Haiti “com objetivos políticos”, nas palavras de Charles. “Quando nós, a polícia, bloqueamos o avanço desses bandidos depois de terem cometido seu crime, a primeira pessoa para quem um dos agressores ligou foi Charles Emmanuel Sanon”, relatou o diretor-geral.

Ainda de acordo com a Polícia Nacional haitiana, Sanon chegou ao país já acompanhado dos colombianos presos por terem executado o presidente e atirado contra a Martine Moise, que segue hospitalizada. “A missão era deter o presidente da República, e daí se montou a operação“, contou em entrevista coletiva o diretor-geral. As investigações demonstram ainda que os suspeitos colombianos que assassinaram o presidente do Haiti do foram contratados por meio de uma empresa de segurança venezuelana chamada CTU, que tem sede na Flórida.

Foram apreendidas na casa do médico apontado como mandante da morte,  um chapéu com o logotipo da agência antidrogas dos Estados Unidos, 20 caixas de munição, peças de armas, quatro placas de automóveis da República Dominicana, dois carros e correspondências diversas. Até o momento, foram presos por envolvimento no crime 18 colombianos e três haitianos americanos (incluindo Christian Emmanuel Sanon). 

De acordo com Charles, cinco colombianos ainda estão foragidos e três foram mortos.  O diretor-geral revelou também que, logo após o crime, Sanon “entrou em contato com outras duas pessoas que consideramos autores intelectuais do assassinato do presidente Jovenel Moise“, mas a identidade desses outros suspeitos não foi revelada pela Polícia Nacional.

Intervenções do FBI

Na data da prisão de Sanon, integrantes do governo estadunidense chegaram ao Haiti e se reuniram com o diretor-geral da Polícia Nacional. Os investigadores são do FBI (a Polícia Federal dos Estados Unidos) e dos departamentos de Estado, de Justiça e de Segurança Interna dos EUA. 

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