“Eu estava de férias”, diz Ministro Marcos Pontes sobre divulgação dos dados de desmatamento, após a COP26

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O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) foi publicado dia 18/11, 5 dias após o fim da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26) mas estava no sistema 21 dias antes de ser divulgado. Ao ser questionado pelo G1 sobre o atraso, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes disse que “’estava de férias”.

O Prodes, que é realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e de responsabilidade do Ministério de Pontes, estava no sistema desde 27/10/2021, de acordo com o documento. Já na agenda do ministro, consta período de férias de 08/11/2021 a 19/11/2021. Segundo Marcos, estar no sistema não quer dizer que chegou a ele. “Esses dados chegam no sistema. Chegar no sistema é diferente de a gente receber. Agora, tem todo um trâmite interno etc. e a data normal de divulgação foi essa divulgada”, disse o ministro.

Marcos Pontes continuou informando que, “diga-se de passagem, o Prodes, o previsto é ele ser divulgado até dezembro. Se você olhar no próprio site do Prodes você vai ver isso lá. Do meu ponto de vista não tem relação com a COP“, finaliza Pontes.

Ministro do meio ambiente e COP

Na Conferência, o Governo do Brasil foi criticado pela falta de políticas ambientais e pela não presença do Presidente Jair Bolsonaro. Vale ressaltar que em abril de 2020, o ex-ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, em reunião com Bolsonaro e cúpula do governo informou que durante a pandemia seria o momento ideal para “ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas [ambientais]”, disse Salles. 

Leia também: ‘Onde há floresta há muita pobreza’, diz ministro do Meio Ambiente

Os dados divulgados no decorrer do ano mostram que, nos 3 anos do governo Bolsonaro, houve quebra de recordes de desmatamento, principalmente da região Norte do país. O Prodes, por exemplo, mostrou que a Amazônia, em 2020, teve a maior área desmatada desde 2005, foram 13.235 km². Isso equivale a praticamente 13 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

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