Etiópia realiza primeira eleição livre após décadas, mas com queixas de irregularidades

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Fonte: Reuters

A votação nas eleições parlamentares e regionais transcorreu pacificamente na maioria das áreas da Etiópia nesta segunda-feira (21), embora muitas seções eleitorais abrissem tarde.

O conselho eleitoral estendeu a votação em todo o país em três horas porque muitas seções eleitorais ainda tinham longas filas no horário em que deveriam ser fechadas.

Em Jimma, na região sudoeste de Oromiya, as urnas fecharam com três horas de atraso e a contagem dos votos começou logo depois.

O chefe das eleições da Etiópia disse que as queixas da oposição sobre irregularidades em duas regiões podem prejudicar o processo de segunda-feira, considerado o primeiro voto livre e justo do país após décadas de repressão.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, vota nas eleições parlamentares e regionais do país, em Beshasha, na segunda-feira (21) — Foto: Reuters/Tiksa Negeri

O chefe do conselho eleitoral, Birtukan Midekssa, disse que vários partidos da oposição reclamaram que seus agentes foram espancados e tiveram seus crachás confiscados em duas regiões.

O líder da oposição, Berhanu Nega, disse que seu partido Cidadãos Etíopes pela Justiça Social (Ezema) apresentou 207 queixas. As autoridades locais e as milícias impediram que os observadores entrassem em muitas assembleias de voto na região de Amhara e nas Nações, Nacionalidades e Região dos Povos do Sul, disse ele.

O primeiro-ministro Abiy Ahmed disse que as eleições para os parlamentos nacionais e regionais são uma prova de seu compromisso com a democracia.

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