Encontro Nacional reúne mães e familiares de vítimas do terrorismo do Estado

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Evento promove trocas de experiências entre familiares que ressignificam suas vivências a partir da perda

Somos mães e familiares de vítimas da violência lutando por justiça. Perdemos filhos/as, irmãos/ãs, maridos, mães e/ou pais pelas mãos de agentes públicos. Somos também apoiadoras e apoiadores da luta por outra política de segurança pública, que não trate a vida das famílias negras e pobres como descartáveis”


Carta publicada na página do evento, no Facebook

O Encontro Nacional de Mães e Familiares de Vítimas do Terrorismo do Estado foi iniciado no último sábado, em Goiânia e segue até esta terça-feira (21), em Brasília.

A grande reunião, comandada pelas Mães de Maio, integra famílias de todas as regiões do país e realiza uma ponte entre vítimas e Poder Público, a fim de debater questões referentes a processos judiciais, além de promover rodas de conversa e acolhimento.

Em Hidrolândia, nos dois primeiros dias, o evento contará com assuntos internos, segundo informações do site Onze de Maio. Na segunda-feira (20), o grupo de aproximadamente 80 mães se reunirá em uma mesa de debate, cujo tema é ‘Resistência à violência de Estado: institucionalidade e participação popular’.

O término do evento será no dia 21, em Brasília, onde mães e familiares serão recebidos por autoridades judiciais.

Marinete Silva, mãe de Marielle Franco e Mônica Cunha, fundadora do movimento Moleque

Memória, justiça e militância

Através do projeto Direito à Memória e Justiça Racial, mães e familiares de vítimas realizam atividades em diferentes territórios do Rio de Janeiro, a partir da exibição do filme Nossos Mortos Têm Voz, e promovem diálogos sobre a violência que a população negra de favela está propensa a sofrer.

Em escolas e praças da Baixada Fluminense, vítimas da violência policial são eternizadas através de memoriais físicos, filmes e imagens. Segundo afirmou Luciene Silva- representante da Rede de Mães e Familiares- em reunião pública na Alerj, essas formas de memória fortalecerem a luta em prol de justiça.

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Ana Paula Souza

Estudante de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e trabalha como jornalista da Agência Narra, cuja sede é o Observatório de Favelas.

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