Em meio a onda de protestos na África do Sul, mãe joga bebê de prédio em chamas

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Uma mãe foi forçada a jogar o bebê de um prédio em chamas na manhã desta quarta-feira (14) em Durban, na África do Sul. Segundo testemunhas, a mãe e a criança foram resgatadas por pessoas que passavam pelo local. 

Momento em que populares aguardam a chegada da criança no chão – Foto: reprodução BBC

O incêndio teria começado por saqueadores, depois da onda de protestos que iniciaram na última semana, após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma, que se recusou a depor em um processo que é acusado de corrupção. 

Ao todo, as manifestações já causaram 72 mortes nos últimos seis dias de confronto entre manifestantes e a polícia local e mais de 200 pessoas foram presas. Entre elas, a grande maioria são pessoas contrárias à prisão de Zuma. Em um pronunciamento na última segunda-feira (12), o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse que irá processar todos os civis que incitarem a violência ou participarem dos saques. “Rejeitamos o caos”. Porém, na manhã desta quarta-feira, o chefe do Executivo usou um tom mais apaziguador. “O caminho da violência, dos saques e da anarquia leva apenas a mais violência e devastação, bem como sofrimento”, afirmou em pronunciamento na TV. 

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Violência piora quadros de Covid-19

Devido à onda de violência que tomou conta de várias cidades sul-africanas, vários postos de vacinação e cuidados contra a Covid-19 foram fechados, por questões de segurança afetando diretamente os cuidados contra a pandemia. Além disso, rodovias nos arredores de Joanesburgo, a maior cidade do país, continuam fechadas após ataques a caminhões, podendo levar à escassez de alimentos e combustíveis. 

Jacob Zuma é um ex-veterano que lutou contra o regime do Apartheid que dividil a África do Sul durante mais de 40 anos. Assumiu a presidência em 2009 e, depois de acusado de corrupção, renunciou ao cargo, no ano de 2018. A renúncia veio após pressão do Congresso Nacional Africano (ANC – em inglês), o mesmo partido de Nelson Mandela.

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