Em greve, garis do Rio pedem melhores condições de trabalho

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Após as negociações frustradas, o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro decidiu iniciar uma greve por melhores condições de trabalho e reajuste salarial. O Sindicato informou ainda que a decisão judicial de manter um contingente mínimo será respeitada pelos trabalhadores.

Trabalhadores da Comlurb iniciaram movimento grevista na última segunda-feira (28) – Foto: Divulgação/Comlurb

O anúncio da greve foi feito na última segunda-feira (28) pelo sindicato que representa os funcionários da Comlurb. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão reajuste de 25% nos salários, reajuste de 25% no tíquete alimentação, conclusão do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) e implantação do Adicional de Insalubridade para os Agentes de Preparo de Alimentos (APAs).

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“Nós estamos em greve procurando uma melhora para todos nós. Isso é uma falta de respeito, estão a três anos com inflação de 19,32% e ser oferecido 5% hoje e a procuradora ainda disse que o aumento não era ruim não. Então não podemos deixar furar a greve. Se furar acaba tudo”, disse Manoel Meireles, presidente do sindicato, em entrevista ao G1.

Ainda de acordo com Meireles, nesta terça-feira (14), haverá uma nova assembleia para decidir se o movimento grevista será mantido ou se os trabalhadores retornam aos trabalhos. Na última quarta-feira (23), a greve foi adiada por uma decisão judicial. A ordem tinha como objetivo respeitar o tempo mínimo de 72 horas para o início do movimento.

Em nota, a Comlurb disse que o movimento de greve é “precipitado e ilegal“. “Durante a reunião de conciliação realizada esta manhã no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com representantes da Comlurb, do Sindicato e da comissão dos trabalhadores, ficou acordada uma próxima audiência quinta-feira (31/03), às 11h. Durante a reunião, o TRT reforçou a ilegalidade da greve e a necessidade de manter a rotina de trabalho, evitando qualquer ação que impeça os garis de trabalhar, o que configura um crime contra a organização do trabalho”, diz um trecho da nota.

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Igor Rocha

Igor Rocha é jornalista, nascido e criado no Cantinho do Céu, com ampla experiência em assessoria de comunicação e escritor nas horas vagas. Editor e coordenador regional do Notícia Preta

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