Complexos do Alemão e da Maré perderam moradores, enquanto Rocinha e Vidigal ganharam, aponta IBGE

WhatsApp-Image-2024-04-03-at-3.02.43-PM.jpeg

Conforme os dados divulgados na última segunda-feira (01), pelo Instituto de Urbanismo Pereira Passos (IPP), da Prefeitura do Rio, as comunidades da Rocinha e do Vidigal, ambas na Zona Sul da cidade, tiveram um aumento no número de moradores em comparação com o Censo anterior, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010.

O relatório mostra que a Rocinha ganhou 1.538 novos moradores, e o Vidigal, recebeu 2.315 pessoas a mais do que na última edição. O Complexo do Alemão, na Zona Norte, teve uma queda de 21,6% de sua população em comparação com 2010, enquanto o Complexo da Maré, na mesma região, sofreu uma redução de 129.770 para 124.832 moradores.

Zona Norte sofreu esvaziamento desde 2010/ Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Com os novos moradores, a população da Rocinha passou de 69.356 para 70.894. Já o Complexo do Alemão possui 14.941 moradores a menos, e atualmente tem 54.202 habitantes contra 69.143 registrados há pouco mais de dez anos. Na Maré, a redução foi de 4938 pessoas.

A Cidade de Deus, na Zona Oeste, também foi atingida pela perda de moradores, com 5.939 pessoas a menos no período, passando de 36.515 habitantes para 30.576 em 2022.

A Zona Oeste sofreu um aumento expressivo em áreas que não possui infraestrutura adequada na maioria das vezes. Santa Cruz, ganhou 31.797 habitantes adicionais. Em menor proporção, o Centro e Zona Sul também perderam moradores no período.

Até o momento o Instituto não divulgou dados de outras comunidades de forma individual porque não são reconhecidas como bairros da cidade, ao contrário de Rocinha, Vidigal, Alemão e Maré, critério exigido pela instituição para divulgar as estatísticas.

Nos dados ainda não disponibilizados pela prefeitura estão comunidades de grande porte como Rio das Pedras, na Zona Oeste, por exemplo, estão inseridas em dois bairros distintos: Itanhangá e Jacarepaguá, na mesma região.

Leia também:Celso Athayde cria F Bank, o banco das favelas: “Esse não é um banco para tirar dinheiro da favela, mas sim para integrar a favela ao mercado financeiro”

Deixe uma resposta

scroll to top