Atlética da UFG expulsa presidente após denuncia de racismo

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Foto: Reprodução/Instagram

Após pressão de entidades estudantis e repercussão interna, a Associação Acadêmica Atlética e Científica dos Estudantes de Direito da Universidade Federal de Goiás decidiu expulsar seu então presidente por denuncia de racismo contra integrante da própria diretoria. A decisão foi anunciada esta semana após o caso se tornar público.

A entidade informou que o ex-presidente foi desligado da gestão e proibido de participar de atividades da atlética. Também foi anunciada a convocação de novas eleições para recompor a direção.

O episódio ocorreu em setembro de 2025, mas só veio à tona recentemente. Na época, a direção optou por tratar o caso de forma reservada, limitando o conhecimento a poucos membros. A atual gestão afirmou em nota que a condução foi inadequada e reconheceu erro ao não expor o ocorrido nem responsabilizar o autor imediatamente.

Segundo a atlética, a maioria dos integrantes só tomou conhecimento do caso no início de abril. Após a divulgação, membros ligados à antiga gestão foram desligados por participação na decisão de manter o episódio em sigilo.

A entidade informou que o ex-presidente foi desligado da gestão e proibido de participar de atividades da atlética – Foto: Reprodução/Instagram

A Mafiosa, como é conhecida a Atlética, também publicou retratação e reconheceu falhas em uma nota anterior, considerada insuficiente. No posicionamento mais recente, a entidade afirmou que o racismo é incompatível com os princípios que devem orientar estudantes de Direito.

A associação pediu desculpas à vítima e declarou que oferecerá apoio, inclusive jurídico, caso haja iniciativa judicial. O compromisso foi estendido a outras possíveis vítimas de discriminação dentro da entidade.

Outras atléticas da UFG e o Diretório Central dos Estudantes se manifestaram publicamente contra o caso, o que contribuiu para ampliar a pressão por providências.

A universidade foi procurada, mas não se manifestou até a publicação. A Polícia Civil informou que não há registro de denúncia sobre o caso.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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