Após pressão de entidades estudantis e repercussão interna, a Associação Acadêmica Atlética e Científica dos Estudantes de Direito da Universidade Federal de Goiás decidiu expulsar seu então presidente por denuncia de racismo contra integrante da própria diretoria. A decisão foi anunciada esta semana após o caso se tornar público.
A entidade informou que o ex-presidente foi desligado da gestão e proibido de participar de atividades da atlética. Também foi anunciada a convocação de novas eleições para recompor a direção.
O episódio ocorreu em setembro de 2025, mas só veio à tona recentemente. Na época, a direção optou por tratar o caso de forma reservada, limitando o conhecimento a poucos membros. A atual gestão afirmou em nota que a condução foi inadequada e reconheceu erro ao não expor o ocorrido nem responsabilizar o autor imediatamente.
Segundo a atlética, a maioria dos integrantes só tomou conhecimento do caso no início de abril. Após a divulgação, membros ligados à antiga gestão foram desligados por participação na decisão de manter o episódio em sigilo.

A Mafiosa, como é conhecida a Atlética, também publicou retratação e reconheceu falhas em uma nota anterior, considerada insuficiente. No posicionamento mais recente, a entidade afirmou que o racismo é incompatível com os princípios que devem orientar estudantes de Direito.
A associação pediu desculpas à vítima e declarou que oferecerá apoio, inclusive jurídico, caso haja iniciativa judicial. O compromisso foi estendido a outras possíveis vítimas de discriminação dentro da entidade.
Outras atléticas da UFG e o Diretório Central dos Estudantes se manifestaram publicamente contra o caso, o que contribuiu para ampliar a pressão por providências.
A universidade foi procurada, mas não se manifestou até a publicação. A Polícia Civil informou que não há registro de denúncia sobre o caso.
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