Após ser impedida de embarcar pela Gol, Preta Ferreira denuncia racismo: “mais uma vez, a mulher preta sendo perseguida”

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A artista e ativista Preta Ferreira acusa a Gol Linhas Aéreas de racismo. Tudo começou na madrugada desta quarta-feira (5), quando ela teria sido impedida de embarcar para Salvador.
Segundo Preta, suas empresárias comparam sua passagem pela internet, mas, na hora do check-in, a empresa não teria autorizado a viagem, alegando que o cartão usado na compra pertencia a outra pessoa. “Sim, eu sou uma mulher preta, tenho empresário. Vou para Salvador fazer show, vou para Salvador dar palestra. Mais uma vez, a mulher preta sendo perseguida”, disparou, num post no Instagram.

O fato acontece uma semana após o episódio de Lorenna Vieira, mulher do DJ Rennan da Penha ser abordada no banco Itaú e ser impedida de sacar o próprio dinheiro.

Preta Ferreira publicou um vídeo com o desabafo nas suas redes sociais – Crédito: Redes Sociais

Confira o texto do post: “A @voegoloficial ME IMPEDIU DE FAZER O CHECK IN! Fui convidada para alguns compromissos em Salvador/BA! A minha viagem foi paga e confirmada pelo emissor do cartão. O cartão é Internacional da plataforma de música que me agencia, a @amplificamusic agenciada pela @thata_amplifica e comprada pela @marinalemospiotto minha produtora. Acontece que mulher Preta não pode ter agente, não pode viajar de avião pra ir fazer show ou dar palestra.
Eu tive que pagar mais uma passagem @voegoloficial 👍🏿 mas paguei no Débito e com o meu cartão! Sabe pq? Para vocês se acostumarem, pois mulher preta vai ser empresária, vai ser artista, vai ter agente e não vai tolerar racismo. Eu quero que vocês me reembolsem! E EU VOU PROCESSAR!!!!! 🤬 #GOLRACISTA”, escreveu.

Artista e ativista foi impedida de fazer check in antes de embarcar para Salvador – Foto: Reprodução Internet

Prisão

Preta Ferreira e seu irmão, Sidney Ferreira, foram presos em junho de 2019. Eles, que são filhos de Carmen Silva, líder do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC), foram acusados de extorsão por cobrarem taxas de moradores de condomínios ocupados no centro de São Paulo. Preta e o irmão foram soltos 109 dias após a prisão, em outubro de 2019. A ativista sempre alegou que foi uma prisão política: “fui presa porque briguei por direitos”, desabafou.

Procurada pela reportagem do Notícia Preta, a Gol Linhas Aéreas não havia se pronunciado até o fechamento desta matéria.

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