Após recorde de casos, Índia suspende exportação de vacinas para África

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A Índia registrou mais de 270 mil novos casos de infecção pelo coronavírus nas últimas 24 horas, enquanto o número de mortes chegou a 4.529, segundo a agência de notícias Reuters. O país vem lutando contra ondas de novas infecções dentro de casa, e decidiu pela suspensão das exportações de vacinas contra a COVID-19 para o continente africano até outubro.

Índia decide não exportar vacinas para África – Foto: Jerome Delay

A África já havia ficado atrás de outras regiões do mundo por conta de problemas de abastecimento e recursos econômicos escassos. Contudo, planejava vacinar de 30 a 35% de sua população até o final deste ano. “A expectativa é vacinar 60% dos africanos nos próximos dois a três anos. A meta prevista está em risco dada a imprevisibilidade imposta pelo atual cenário”, disse John Nkengasong, diretor dos Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças.

Até o momento, houve cerca de quatro milhões de infecções e 126.000 mortes causadas pelo novo coronavírus na África. O impacto da doença foi menos agudo na região do que na Europa e Estados Unidos, mas, segundo especialistas, mais de 1 bilhão de pessoas continuarão vulneráveis.

Segundo a OMS, a COVAX (Acesso Global às Vacinas da Covid-19), já havia começado a distribuir milhões de doses da vacina dupla AstraZeneca para países da África. No entanto, esses carregamentos iniciais já se esgotaram em grande parte, com cerca de 80% tendo sido administrados como primeira dose. A maior parte dos países que usam COVAX ultrapassará agora o intervalo máximo de 12 semanas recomendado entre a primeira e a segunda dose de AstraZeneca.

“Caso os países com suprimentos adequados reservassem uma porcentagem das vacinas para a COVAX, a lacuna de abastecimento poderia ser eliminada”, declara Richard Mihigo, coordenador do Programa de Desenvolvimento de Vacinas e Imunizações da OMS na África.

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