A CAN da Argélia e de Rabah Madjer

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Por Rubens Guilherme Santos

Rabah Madjer foi o grande maestro das Raposas do Deserto na Copa Africana de Nações (CAN) de 1990. O craque, que, em anos anteriores, marcou seu nome na história do Porto, tinha a responsabilidade de conduzir seu país ao inédito título da competição.

Rabah Madjer foi eleito o craque da CAN de 1990, sediada na Argélia – Foto: Divulgação

Madjer era classificado como um dos melhores atletas do mundo naquela época. Era o grande jogador dos Dragões, que encantou o futebol na década de 1980, conquistando a Liga dos Campeões e a Copa Intercontinental, além de um bicampeonato português e uma Taça de Portugal. Além da coleção de troféus, Madjer ainda foi considerado o Futebolista Africano do Ano em 1987. Currículo que credenciava ele e seu país a conquistarem a competição pela primeira vez.

A primeira e única CAN na Argélia

Aquela foi a primeira e única vez que a Argélia sediou o principal torneio do continente. No mês de março de 1990, oito seleções participaram da 17ª Copa Africana de Nações. Elas foram divididas em dois grupos: o A, com Egito, Costa do Marfim, Nigéria e os anfitriões da Argélia; e o B, com Camarões, Zâmbia, Senegal e Quênia.

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Os argelinos começaram a campanha do título com goleada sobre a Nigéria, numa contundente vitória por 5 a 1. Djamel Menad, por duas vezes, e Djamel Amani e Rabah Madjer foram os autores dos gols contra as Super Águias. O segundo adversário das Raposas do Deserto foi a Costa do Marfim. Novamente, vitória com tranquilidade, dessa vez por 3 a 0. Djamel Menad, Tahar Cherif El Ouazzani e Cherif Oudjan foram os autores dos gols.

Já o terceiro e último jogo da fase de grupos foi contra o Egito. Os argelinos venceram os Faraós por 2 a 0, com gols marcados por Djamel Amani e Moussa Saib. A impecável campanha fez com que os argelinos terminassem no primeiro lugar da chave. A Nigéria foi a segunda colocada, após vitórias por 1 a 0 contra a Costa do Marfim e 2 a 0 contra o Egito, além do revés contra a Argélia.

No grupo B, Zâmbia terminou na primeira colocação, após vencer Camarões e Quênia, ambas por 1 a 0, e empatar com Senegal, por 0 a 0. Já os senegaleses foram os segundo colocados, após empatarem com o Quênia e Zâmbia por 0 a 0 e vencer Camarões por 2 a a0. Assim, as semifinais foram as seguintes: Zâmbia e Nigéria e Argélia e Senegal.

O mata-mata

Os donos da casa tiveram um adversário duro na semifinal. Senegal resistiu ao poderoso ataque liderado por Madjer. Mas no fim, os argelinos triunfaram. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Djamel Menad e Djamel Amani. Na outra semifinal, a Nigéria bateu a Zâmbia por 2 a 0.

O Estádio 5 de Julho de 1962, na capital Argel, recebeu a grande decisão entre as Raposas do Deserto e as Super Águias. Esse foi o confronto que definiu uma das vagas do continente africano para a Copa do Mundo de 1982, quando a Argélia levou a melhor. Ou seja, o clima de uma revanche pairava sobre a final daquela CAN. Mas Chérif Oudjani, ainda no primeiro tempo, marcou o gol do título da Argélia. Aos 38 minutos, ele acertou uma pancada de fora da área, sem chances de defesa para o goleiro nigeriano. O placar permaneceu sem alterações, para a felicidade dos argelinos.

A Argélia conquistava o seu primeiro título da CAN. O capitão Rabah Madjer foi eleito o melhor jogador da competição, enquanto Djamel Menad foi o artilheiro, com quatro gols.

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