Um técnico de enfermagem preso sob suspeita de provocar a morte de pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, apresentou versões diferentes para justificar a conduta de acordo com investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. Inicialmente, Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo afirmou que agiu porque o “hospital estava muito movimentado”. Depois, alterou o relato e disse que estaria “aliviando a dor dos pacientes”.
Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o delegado Wislley Salomão explicou que o investigado mudou a história porque a primeira justificativa “não era plausível” e destacou que ele não demonstrou emoção ao depor. A polícia ainda tenta esclarecer a motivação do suspeito e de duas técnicas de enfermagem também presas, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa.

De acordo com o delegado, logo após Marcos aplicar substâncias na veia das vítimas, elas sofriam paradas cardíacas. Além de medicamentos, há suspeita de uso de desinfetante em dois pacientes, Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, e João Clemente Pereira, de 63. Inicialmente, a substância havia sido identificada apenas no caso da mulher, mas imagens do leito do idoso indicaram situação semelhante.
Miranilde resistiu a três paradas antes de morrer na quarta. A filha, Kássia Leão, contou à emissora que o técnico aplicava algo na mãe durante as reanimações, sem levantar suspeitas. “Eu pensando que ele estava salvando a minha mãe. Ele estava matando cada vez mais a minha mãe”, disse Leão.
A investigação aponta que os três participavam das tentativas de ressuscitação. Segundo Salomão, as colegas presenciaram as aplicações e “não fizeram nada para impedir aquele resultado”.
As defesas informaram que vão se manifestar no processo, que corre sob sigilo. O hospital declarou ter identificado irregularidades, desligado os profissionais e colaborado com as autoridades. As mortes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025.
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