Conheça 5 estratégias para tornar sua empresa mais inclusiva

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Embora as empresas enfrentem desafios para contratar profissionais diversos, estudos mostram que uma cultura empresarial inclusiva, além de contribuir para a equidade, oferece benefícios que vão desde o bem-estar dos funcionários até melhorias no faturamento.

Um relatório recente da consultoria global GPTW (Great Place to Work) sobre as Tendências de Gestão de Pessoas 2022, entrevistou mais de 2 mil pessoas, tanto da área de recursos humanos quanto em cargos de liderança. O resultado mostra que apenas 17,9% das empresas têm diversidade e inclusão como aspecto prioritário a ser trabalhado. Esse número diminuiu consideravelmente em relação ao ano anterior, quando 37% das empresas estavam engajadas com D&I. A razão, segundo os entrevistados, é a falta de conhecimento sobre como implementar práticas inclusivas.

Leizer Pereira, CEO da Empodera – plataforma de aceleração de negócios inclusivos – ressalta: “A promoção da diversidade visa não deixar nenhum talento de lado. Uma pessoa com deficiência, por exemplo, pode ser o principal programador de uma empresa de tecnologia.” Ele também enfatiza a necessidade de se criar um ambiente receptivo à diversidade, não apenas contratar de forma diversificada.

Leizer Pereira, CEO da Empodera, preparou 5 dicas para as empresas /Foto: Pexels

Claro que uma das maneiras de reverter o quadro atual é aumentando o número de vagas destinadas a esta minoria. Contudo, abrir processos seletivos inclusivos não é a única medida necessária. A empresa e os funcionários precisam estar aptos a receber toda essa diversidade”, explica.

Para empresas que buscam promover uma cultura mais inclusiva, Leizer sugere:

  1. Readequação dos requisitos da vaga: 

Há vagas com pré-requisitos estabelecidos que nem sempre são cruciais para o desempenho da função. Por exemplo, muitas empresas exigem inglês como critério de seleção. Mas, quantas vezes esse conhecimento é realmente essencial para o cargo? Este é apenas um exemplo de como certos requisitos podem inadvertidamente excluir candidatos qualificados. Outras barreiras comuns nos processos seletivos incluem a instituição de ensino frequentada, experiência em intercâmbio ou até o local de residência do candidato. Tais exigências podem culminar na exclusão de profissionais competentes e valiosos para a empresa.

  1. Sensibilização da equipe:

Todos nós, seres humanos, possuímos vieses inconscientes que, frequentemente, nos direcionam a padrões familiares. Isso pode nos levar a buscar o que consideramos “ideal” dentro de nossa zona de conforto, resultando na repetição de comportamentos e na escolha de perfis semelhantes na hora de contratar. Dessa forma, é essencial educar e sensibilizar as equipes sobre a relevância dos grupos historicamente marginalizados, como mulheres, negros, LGBTQIAPN+, indígenas, pessoas com deficiência e profissionais acima de 50 anos. Compreender a riqueza e o valor dessas inclusões é crucial. Além de adaptar mentalidades, as empresas devem refletir sobre suas estruturas e intensificar o compromisso com a diversidade. O desafio vai além de mudar mentalidades; é sobre tocar corações, se colocar no lugar do outro e repensar crenças arraigadas. O que se busca são ações genuinamente antidiscriminatórias.

  1. Alinhe sua marca à causa:

Em meio à crescente ênfase no ESG (Ambiental, Social e Governança), é fundamental que as empresas adotem uma abordagem holística. Não basta promover processos seletivos específicos para profissionais negros se, ao longo do ano, não houver iniciativas consistentes que respaldem essa causa interna e externamente. Sem esse compromisso contínuo, o novo profissional pode sentir-se deslocado em um ambiente que, à primeira vista, transmite uma sensação de exclusão e hostilidade.

  1. Integre plenamente os profissionais à equipe:

É vital proporcionar um ambiente onde cada indivíduo possa expressar sua autenticidade. Os colaboradores devem sentir-se empoderados para contribuir, ter uma voz ativa e estabelecer relações de confiança dentro da organização. Além de se verem como integrantes do espaço e cargo, é essencial que eles percebam a diversidade ao redor, com representantes de diferentes backgrounds atuando na empresa. Em processos seletivos focados em profissionais negros, é fundamental não apenas destacar as iniciativas da empresa em prol da diversidade, mas também incluir membros negros na equipe de recrutamento.

  1. Integre plenamente os profissionais à equipe:

É fundamental que a inclusão não pare no processo de contratação. Uma vez que os profissionais são integrados, a empresa deve garantir que haja programas de formação contínua, workshops e seminários que destaquem a importância da diversidade e inclusão. Isso ajuda os funcionários a se manterem atualizados sobre as melhores práticas e a entenderem as nuances dos desafios enfrentados por diferentes grupos. Além disso, criar grupos de afinidade ou redes de apoio para diferentes comunidades (por exemplo, uma rede de mulheres na tecnologia ou um grupo de apoio LGBTQIAPN+) pode fornecer um espaço seguro para discussão, colaboração e mentoria. Isso não só fortalece a cultura inclusiva da empresa, mas também demonstra um compromisso contínuo com a diversidade além da fase de recrutamento.

Ações simples como estas podem ajudar a sua empresa a dar o primeiro grande passo em prol da Diversidade, Equidade e Inclusão. 

+ Empodera 

A Empodera é uma das maiores plataformas do Brasil na construção e aceleração de negócios inclusivos, tendo uma metodologia de hackeamento de cultura (3S Empodera: Sensibilizar, Sistematizar e Sustentar), conectando talentos diversos com organizações engajadas na mudança do ambiente corporativo. Criada em 2016 por Leizer Pereira, o projeto hoje conta com cerca de 70 mil pessoas cadastradas, 10 mil acessos mensais e soma mais de 2000 pessoas contratadas em grandes empresas, como Google, B.A.T., White Martins, Pepsico, Ambev, Bayer, Santander, YDUQS, Anbima, Twitter, TechnipFMC, Enel, Ipiranga, Itaú e JP Morgan. www.comunidadeempodera.com.br

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