Twitter se explica após ser acusado de ter ‘algorítimo racista’

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Desde 2018, o Twitter disponibiliza uma ferramenta que faz cortes automáticos em imagens, para destacar o que seriam os objetos, ou pessoas, mais importantes da composição. O problema é que tal algoritmo utilizado para para otimizar a visualização de imagens no feed da rede social não reconhece os rostos de pretos e pardos como sendo de ‘pessoas’.

O algoritmo foi projetado para quando for publicado uma foto grande demais e/ou fora das proporções aceitas pela plataforma, ela automaticamente escolher uma porção do retrato para exibir, priorizando rostos humanos que porventura sejam identificados. Em diferentes testes realizados por usuários, independentemente da quantidade de pessoas negras e brancas em uma imagem, a inteligência artificial da plataforma insiste em criar a miniatura da foto apenas dos rostos brancos. Não reconhecendo assim, rostos de pessoas pretas ou pardas como de ‘pessoas’.

A polêmica começou quando o programador Tony Arcieri fez uma série de testes em seu perfil, compartilhando montagens que juntavam os rostos do senador Mitch McConnel e do ex-presidente Barack Obama. O sistema sempre priorizava o rosto de Mitch.

A assessoria de imprensa do Twitter informou: “Fizemos uma série de testes antes de lançar o modelo e não encontramos evidências de preconceito racial ou de gênero. Está claro que temos mais análises a fazer. Continuaremos compartilhando nossos aprendizados e medidas, abriremos o código para que outros possam revisá-lo”, disse a empresa em seu posicionamento oficial.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, fundadora e CEO do portal Notícia Preta e podcaster do Canal Futura. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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