Retorno da NBA é marcado por manifestações contra o racismo

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Jogadores se ajoelharam antes do jogo em protesto – Foto: David Bow

Na última semana, o retorno dos jogos da NBA, principal liga de basquetebol dos Estados Unidos, foi marcado por manifestações antirracista. Na partida entre os Lakers e Clippers, os jogadores se ajoelharam durante a execução do hino norte americano. Atletas dos clubes Utah Jazz e New Orleans Pelicans repetiram o gesto. A liga permitiu que eles estampassem as frases “Igualdade”, “Não consigo respirar”, “Diga Seus Nomes”, “Vidas Negras Importam”, entre outras, em seus uniformes.
Apesar da maioria dos jogadores defenderem publicamente os protestos contra o racismo, Jonathan Isaac, do Orlando Magic, permaneceu de pé enquanto seus companheiros de equipe de ajoelhavam, antes da disputa contra Brooklyn Nets. Em entrevista ao site TMZ, o jogador, que é negro, disse apoiar causa, mas preferiu não se ajoelhar por questões religiosas. Ele também não vestiu a camisa preta com frase “Vidas Negras Importam”, usada pelos colegas.
“Sinto vontade de me unir a essa mensagem de que queremos superar não apenas o racismo, mas tudo que atormenta a sociedade. A resposta é o evangelho”, falou Jonathan.
Desde o assassinato de George Floyd, em maio, astros da liga de basquete têm demonstrado apoio à luta por igualdade racial. Fora das quadras, estrelas como LeBron James se posicionaram a favor do movimento Vidas Negras Importam.
O armador da equipe New Orleans Pelicans, Jrue Holiday, declarou que usará o salário do restante da temporada para criar um projeto social junto com a esposa Lauren Holiday, ex-jogadora de futebol da seleção americana. Em junho, atletas do Washington Wizards participaram de marchas contra o racismo.

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Louise Freire

Jornalista e apaixonada por livros. Concluiu sua graduação em 2016 e no mesmo ano estagiou em uma revista. Participou da produção de um programa da TV Brasil e trabalhou como produtora audiovisual.

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