Record é acusada de racismo ao falar que Beyoncé faz “magia negra”

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A cantora Beyoncé foi acusada de realizar rituais de “magia negra” por uma ex funcionária – Foto: Divulgação

Na madrugada da última quarta-feira (06), um programa religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), exibido na Rede Record, usou como exemolo de magia negra a cantora Beyoncé.

O tema era “magia negra e bruxaria” e o bispo Adilson Silva falava e imagens de “Black is King”, filme da artista e de seu marido, Jay-Z, que exalta a cultura negra, servia de pano de fundo para as alegações da Igreja contra a diva pop.

“Tem muita gente se envolvendo com magia negra, inclusive pessoas famosas. Uma prática obscura, famosa mundialmente pelo sacrifício de vidas. No Brasil, muitos crimes já foram motivados pela magia negra”, afirmava o bispo. Uma afirmação de uma ex-funcionária da cantora, Kimberly Thompson, também foi lembrada durante a exibição. 

O video foi veiculado na madrugada da última quarta-feira (06)

Reações

Fãs da cantora se revoltaram e reagiram imediatamente nas redes sociais, subindo a #recordracista no Twitter

Um dos perfis ressaltou que as falas do bispo durante o programa são “atrocidades”. “Enquanto falavam essas atrocidades, a emissora usou imagens de “Black Is King”, filme de Beyoncé que exalta a cultura africana! #RecordRacista”, escreveu. 

Um outro fã da cantora lembrou que o ano é 2021 e “a @recordtvoficial fez uma matéria insinuando que Beyoncé pratica ‘magia negra e bruxaria’”. 

Além disso, um perfil relembrou o episódio de blackface e a censura à música Fé na Mandinga, da cantora Iza. 

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Igor Rocha

Igor Rocha é jornalista, nascido e criado no Cantinho do Céu, com ampla experiência em assessoria de comunicação e escritor nas horas vagas. Editor e coordenador regional do Notícia Preta

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