Museu Capixaba do Negro reabre para visitação com a exposição Erù-Iyá: Movimentos Antirracistas

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Erù-Iyá: Movimentos Antirracistas reabre o Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane), para visitação pública como objetivo ser uma exposição que, segundo a organização, além de interligar todas as áreas do conhecimento, vem para quebra padrões violentos, patriarcais, brancos, magros e elitista.

O Museu reabriu na última sexta-feira 3 a exposição vai até setembro – Foto: Ana Luzes

Para a curadora da exposição Mara Pereira, Erù-Iyá Movimentos Antirracistas não é somente uma exposição de arte contemporânea, e sim “uma exposição de cultura visual onde todos os assuntos dialogam, e se completam“.

Com obras inéditas dos artistas Kika Carvalho, Castiel Vitorino Brasileiro e Yhuri Cruz, o projeto conta também com o ressoar de 14 vozes de pessoas de diversas áreas de conhecimento, falando das suas experiências e compartilhando suas narrativas.  

Formada majoritariamente por mulheres negras, o projeto traz a dimensão de mulheres negras, não apenas pela perspectiva das mulheres héteros e cis, mas pensar as mulheres lésbicas, bissexuais, trans, travestis. “As obras dos três artistas traz a possibilidade de desfazer o imaginário que é racista, sexista e violento”, comenta.

Uma das obras que compões a exposição é a imagem da Anastácia livre e sem máscara feita pelo artista Yuri Cruz. “Yuri traz uma mulher tão simbólica e enfática na nossa cultura visual e que nos liberta, quando ele traz a imagem dela sem a máscara é um monumento a voz de Anastácia e essa voz que ecoa na exposição em diálogo com outro trabalho que ele traz que é a Anastácia como Vênus”, Comenta com empolgação.

Fechado desde o início da pandemia, Mara Pinheiro não esconde a emoção e alegria de ver o museu reabrindo para visitação com um projeto de sua curadoria e com a colaboração de muitos. “O museu está fechado desde o início da pandemia e ele vai reabrir com esse projeto, 2020 não foi um ano fácil para ninguém, 2021 tão pouco, mas estamos reabrindo o Mucane com esse projeto”, relembra emocionada

Disponível para visitação até o dia 19 de setembro, a mostra é composta por um podcast, um encontro para professores e três rodas de conversa que serão transmitidas pela plataforma do Youtube do Projeto Erù-Iyá.

Mara Pereira conta que as três rodas de conversa se atravessam, uma tem a ver com a outra, assim como todo o contexto da exposição. Não deixando de lado a parte da educação, Mara comenta sobre como será o encontro com os professores. “No encontro com os professores e professoras, vamos pensar outros caminhos de olhar, de criar as imagens, de produzir as imagens de pensar a educação a partir de perspectivas afro. A partir de caminhos que não nos violente, que não violente jovens, crianças e adultos que estão na educação básica, no ensino superior“, afirma.

Mara relembra a importância desse mês, com as celebrações do Julho das Pretas e de ser um dos mais importantes. “Esse mês de julho é muito importante que é o mês das pretas, é o mês das mulheres negras, latino americanas, caribenhas, é o mês de reforçar os nossos compromissos sociais, políticos, pedagógicos, artísticos, medicinais em todas as áreas“, conclui.

Serviço:

Exposição Erù-Iyá: Movimentos Antirracistas

Local: Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane)

Data: 16 de julho de 2021 até 19 de setembro de 2021

O uso de máscara é obrigatório

As visitas mediadas em grupo devem ser agendadas pelo e-mail: mucane.educativo@gmail.com

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Fernanda De Souza

Graduada em jornalismo pela Centro Universitário Uni-BH, com 7 anos de experiência com Monitoramento de Notícia (Clipping Eletrônico). Atuação na elaboração de análises quantitativas e qualitativas que atende as necessidades da assessoria de comunicação.Vivência com produção e reportagem para revista, na área cultural.

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