Mulheres negras são maioria nos índices de feminicídio, em Goiás

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Segundo números divulgados pela Prefeitura de Goiânia, a maioria do perfil encontrado nas vítimas são de mulheres negras, pobres, solteiras e de baixa escolaridade.

Secretária Municipal de Saúde, Fátima Mrué – Foto: Danielle Oliveira/G1 Goiás

De acordo com um estudo realizado pela Prefeitura de Goiânia, a cada cinco dias, uma mulher morre em decorrência de violência na cidade. O Relatório da Violência contra a Mulher, nome dado à pesquisa, revela também um dado alarmante. A maioria entre as vítimas são mulheres negras e as causas variam desde de violência física a sexual ou psicológica. 

Os dados também apresentam uma variedade com os casos. Do total de crimes, 70% ocorreram nas residências das vítimas; 73% foram praticadas contra crianças, por familiares; 63% das violências foram do tipo física; e 28% foram caracterizadas como violência de repetição. Gerando, ao todo, aproximadamente 1 milhão de mulheres vítimas de violência, entre os anos de 2011 e 2017. 

Mudança de atitude

Em entrevista ao G1 Goiás, a Secretária Municipal de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, conta que a Prefeitura quer mudança. “É uma responsabilidade muito grande para nós, enquanto ocupantes de posições no poder público. Nós já estamos trabalhando com esses números há algum tempo, e estamos saindo dessa primeira fase de fazer um diagnóstico, para a fase de ações. A primeira ação que nós vamos fazer, em conjunto, é elaborar um banco de dados de monitoramento que nos possibilite entender o algoritmo dessa violência e então agir preventivamente antes de um desfecho fatal”, explicou.

O relatório foi feito pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e outros órgãos públicos. 

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Gabriella Reis

Jornalista, escritora e web-redatora. "Se ninguém te escuta, escreva!"

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