Mulheres debatem objetificação e sexualização de passistas de escolas de Samba

O evento acontece nesta sexta-feira, no Centro do Rio de janeiro

“O problema não é rebolar, ficar seminua ou desfilar. O problema é o que o outro acha que pode fazer conosco por causa disso. Seu corpo passa a ser objeto.”

Esta é apenas uma das diversas análises do premiado estudo de Rafaela Bastos, geógrafa e passista da Mangueira ha 19 anos. Nesta sexta-feira (25), ela se encontra com o bloco Mulheres Rodadas, um bloco de mulheres feministas do Carnaval do Rio de Janeiro para um debate sobre a imagem da passista durante as festividades do período mais famoso do mundo, que este ano acontece em março. O evento acontecerá no Othello Centro Cultural a partir das 19 horas. A entrada é gratuita e as vagas são limitadas.

Em 2016, Rafaela recebeu a Medalha Rui Barbosa, uma condecoração para pessoas que contribuíram para o enriquecimento da cultura do país e com a instituição Fundação Casa de Rui Barbosa, por causa de seu estudo sobre a objetificação sexual da mulher passista na Marquês de Sapucaí. Cerca de 80 passista de diversas escolas participaram da pesquisa, que está sendo aprimorada por Rafaela.

Em entrevistas na época da premiação, Rafaela ressaltou a importância deste debate ser feito também com as mulheres feministas, pois muitas vezes, segundo ela, há um imaginário de que a passista não está vendo a violência sobre a qual é acometida.

Além do debate que será protagonizado por Rafaela, haverá uma mini bazar e em seguida, uma roda de samba. O Bloco Mulheres Rodadas organiza outros eventos como este, com  oficinas e performances feministas desde 2015.

SERVIÇO

Roda de Conversa com a passista Mangueirense Rafaela Bastos

Othello Centro Cultural  –  R. Morais e Vale, 15  

25/01 – 19 horas

Entrada gratuita, sujeito a lotação

Fernanda Quevedo

é Mato-grossense e tem 32 anos. É redatora publicitária, escritora e social media. É formada em Serviço Social e pós-graduanda em Marketing. Já foi ativista pela democratização da comunicação e da Cultura, sendo uma das fundadoras da Midia Ninja e trabalhando em diversas organizações do terceiro setor em Cuiabá, São Paulo, Porto Alegre e Brasília. Hoje mora no Rio de Janeiro e realiza projetos e consultorias de letramento e escrita criativa digital.

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