5 anos sem Marielle: Conheça algumas leis propostas pela ativista

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A socióloga e mestra em Administração Pública, Marielle Franco, foi eleita como vereadora do Rio de Janeiro em 2016 com 46,5 mil votos, sendo a quinta mais votada da cidade. A parlamentar se intitulava “mulher negra, mãe, cria da Maré” e atuou por pouco mais de um ano com uma agenda pautada na defesa dos direitos humanos e contra as desigualdades.

Marielle continuou sua missão até ser brutalmente assassinada, em 14 de março de 2018, em um atentado a tiros que atingiu seu carro e que também matou seu motorista, Anderson Gomes, enquanto voltavam de um encontro com jovens negras.

Marielle Franco em sessão na Câmara Municipal do Rio de Janeiro / Foto: Mário Vasconcellos – CMRJ

Em sua passagem pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ), Marielle também presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e uma série de Projetos de Lei aprovados e sancionados, ligados à luta pelo direito das mulheres, da população negra e periférica, da comunidade LGBTQIAP+ e demais grupos que sofrem com alguma forma de opressão e violência. Conheça alguns deles:

A lei, de autoria de Marielle Franco (PSOL) junto com Tarcísio Motta (PSOL), resultante do Projeto de Lei nº 17/2017f, foi aprovada em sessão extraordinária da Câmara do Rio em maio de 2018 e institui o Espaço Coruja, que visa acolher crianças no período da noite, gratuitamente, enquanto seus responsáveis trabalham ou estudam.

De autoria de Marielle Franco (PSOL),Tarcísio Motta (PSOL), Leonel Brizola (PSOL) e Prof. Célio Lupparelli (DEM), a lei oriunda do PL 515/2017 também foi foi aprovada em sessão extraordinária em 2018, e prevê que o município garanta a efetivação das medidas socioeducativas para adolescentes em meio aberto (Liberdade Assistida e a Prestação de Serviço Comunitário), impostas pelo Poder Judiciário.

Oriunda do Projeto de Lei 0265/2017 assinado pela Comissão da Mulher da Câmara Municipal, presidida por Marielle Franco (PSOL), e pelos vereadores David Miranda (PSOL), Paulo Pinheiro (PSOL), Luciana Novaes (PT), Vera Lins (PP), Tânia Bastos (PRB) e Cesar Maia (DEM), e estabelece diretrizes para a criação do Programa Centro de Parto Normal e Casa de Parto, para o atendimento à mulher no período da gravidez e do puerpério de maneira humanizada.

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Aprovada em sessão extraordinária da Câmara do Rio em 2018, resultante do PL 417/2017 e assinada por Marielle, constitui a Campanha Permanente de Conscientização e Enfrentamento ao Assédio e Violência Sexual no município do Rio que tem como princípio o enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher nos equipamentos, espaços públicos e transportes coletivos da cidade.

De autoria da vereadora Marielle e aprovada em maio de 2018, a lei estabelece que o dia 25 de julho seja dedicado a homenagear a líder quilombola Thereza de Benguela, reconhecida como símbolo de resistência e luta para a população negra, sobretudo mulheres negras. Proveniente da PL 103/2017, a lei determina que a data faça parte do calendário oficial da cidade.

Sessão da Câmara dos Deputados realizada em homenagem à vereadora Marielle Franco, e ao motorista Anderson Gomes. /Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Derivada do PL 555/2017, a lei determina a criação do Dossiê Mulher Carioca, que propõe contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para mulheres a partir dos dados apresentados no documento, a partir de informações colhidas na área da Saúde, Assistência Social e Direitos Humanos. A lei aprovada em maio de 2018 também prevê que os dados colhidos fiquem à disposição da população.

Dia Municipal de Luta Contra o Encarceramento da Juventude Negra (LEI Nº 6357/2018)

De autoria de Marielle Franco (PSOL), Tarcísio Motta (PSOL), Renato Cinco (PSOL), David Miranda (PSOL) e Paulo Pinheiro (PSOL), a lei sancionada institui o dia 20 de junho como Dia Municipal de Luta Contra o Encarceramento da Juventude Negra, fazendo parte do calendário oficial da cidade.

Bárbara Souza

Bárbara Souza

Formada em Jornalismo em 2021, atualmente trabalha como Editora no jornal Notícia Preta, onde começou como colaboradora voluntária em 2022. Carioca da gema, criada no interior do Rio, acredita em uma comunicação acessível e antirracista.

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