Mais de 60% dos moradores de favelas e bairros periféricos do Brasil têm conta digital, diz pesquisa

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Segundo pesquisa do “Persona Favela — Bancarização”, realizado pelo NÓS – Pesquisas, 61% dos moradores de favelas e bairros periféricos brasileiros possuem pelo menos uma conta digital. Outro dado mostra que 59% dos entrevistados possuem conta corrente, e a pesquisa também revela os bancos mais utilizados pelo público, além de demonstrar alto percentual do uso de crédito.

A pesquisa entrevistou 2.753 moradores de favelas, comunidades e bairros periféricos do país que possuem conta bancária, com uma margem de erro de 2%. Um dos recursos bancários de pagamento utilizados frequentemente é o PIX, que ao todo 77% afirmaram utilizar o método, em contra partida, 35% dizem nunca ter utilizado caixa eletrônico para fazer saques.

O Brasil possui aproximadamente 6 mil comunidades distribuídas pelo país, que concentram um número superior a 12 milhões de habitantes e 4 milhões de famílias.

Os apps bancários tem agilizado o acesso das pessoas aos bancos – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

Entre os bancos que mais possuem contas correntes de moradores de comunidades estão: o Nubank com 61% dos entrevistados, a Caixa que conta com 44% do entrevistados, e o PicPay 39%. Entre os bancos mais utilizados pelos entrevistados, há 3 que são exclusivamente digitais.

Para 57% dos moradores de favelas e bairros periféricos, as facilidades que o uso da tecnologia proporciona ao consumidor para realizar diferentes tipos de transações bancárias é que os motiva a ter conta digital.

Ao todo, 77% abre o aplicativo bancário todos os dias, 89% preferem acessar o banco online e 43% consideram a facilidade de uso do app como fator de escolha do banco. O cartão de débito é utilizado por 55% dos usuários, 42% utilizam o crédito, 17% usam dinheiro em espécie, 9% utilizam boleto bancário e 5% realizam pagamentos por transferências/doc.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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