Negros, nordestinos e mulheres são as maiores vítimas do desemprego na pandemia

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No ano passado dos 26 estados do Brasil (mais o Distrito Federal), 20 tiveram o maior ínice de desocupação nunca antes registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores vítimas do desemprego são mulheres e negros, e a região mais afetada é o Nordeste, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10).

Em 2020, junto com a pandemia veio uma imensa retração histórica que levou o Brasil a um recorde de desemprego .

A taxa média geral de desemprego no Brasil em 2020 foi de 13,5%. Entre as mulheres, o dado sobe a 16,4% (contra 11,9% entre os homens); entre os negros, atinge 17,2% (contra 15,8% dos que se dizem pardos e 11,5% entre os que se declaram brancos); e, na região Nordeste, há os três únicos estados em que a taxa supera os 18% – Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%) e Sergipe (18,4%). Ou seja, as maiores vítimas do desemprego são as mulheres, os negros e os nordestinos.

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Foto: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco

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Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%) tiveram os menores índices de desemprego em todo o Brasil. A região Sul foi a menos afetada. No sudeste, o Rio de Janeiro se destaca negativamente, com a quarta taxa mais alta do País, 17,4%. Em São Paulo, os desempregados eram 13,9% ao final de 2020.

Ao todo, o Brasil tinha 13,9 milhões de dempregados em 2020, dos quais 7,3 milhões eram mulheres; 6,9 milhões se declaravam pardas e 1,66 mihões pretas.

Fonte: Brasil Econômico

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