Loja que vendia produtos com símbolos nazistas é investigada pela polícia em Gravataí (RS) 

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A Polícia Civil gaúcha abriu um inquérito para investigar uma loja por venda de produtos com símbolos nazistas na cidade de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A ocorrência foi registrada pelo vereador Leonel Radde (PT), de Porto Alegre. Segundo ele, estampas bordadas da SS (Schutzstaffel, organização paramilitar nazista) e de uma caveira com a cruz de ferro ao fundo eram vendidas no site Mercado Livre. O caso é acompanhado pela 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana.  

Foto: Pixabay

“Após recebermos notícias sobre o comércio de produtos que visam a divulgação da ideologia nazista, instauramos inquérito, o qual ainda está sendo instruído. Comprovado o cometimento de crime e identificados os autores, eles responderem pelo crime de apologia ao nazismo, previsto na lei n° 7.716/89. As penas para esse crime variam de 1 a 5 anos.”, explicou o delegado Maurício Arruda em entrevista ao G1. 

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Em nota, o Mercado Livre afirmou que colabora com as autoridades e que “é proibida a venda de produtos que incitem o ódio ou pregam a violência e a discriminação e isso inclui itens não informativos, relacionados ou que fazem apologia ao nazismo”. A lei proíbe “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”. 

Diversos casos envolvendo suspeitas de apologia ao nazismo foram registrados na Polícia Civil do Rio Grande do Sul recentemente. No dia 13 de fevereiro, um torcedor do Brasil de Pelotas foi flagrado exibindo tatuagens alusivas ao nazismo. Em outubro de 2021, a exibição de um cartaz com uma suástica causou confusão em uma sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre. 

Grupos neonazistas cresceram 270% no Brasil em três anos, segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida em janeiro. A pesquisadora Adriana Dias afirma que há 530 núcleos extremistas no país, reunindo até 10 mil pessoas e que se concentram, principalmente, na região Sul do país. Vale lembrar que esses grupos promovem a intolerância com base na ideologia nazista de superioridade e pureza racial com recursos de agressão, humilhação e discriminação. São pessoas que fabricam, comercializam, distribuem ou veiculam emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda com símbolos (como a cruz suástica) e a defesa do pensamento nazista.

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Wellington Andrade

Jornalista formado pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso) e pedagogo pela UERJ. Atualmente escreve para o Portal Notícia Preta e atua no segmento de assessoria de imprensa em parceria com a agência Angel Comunicação. Possui passagens por diferentes veículos como repórter, produtor e apurador, dentre eles TVs Record, SBT e Rede Vida de Televisão, além das rádios Bicuda FM, Nativa FM, Tupi AM e FM, Revista Ziriguidum Nota 10 e no portal especializado em Carnaval SRZD, do jornalista Sidney Rezende. Instagram: @reporterwellingtonandrade

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