Justiça acata ação contra Nelson Piquet por falas racistas e homofóbicas a Lewis Hamilton

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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (MPDFT) acatou a ação civil pública movida por quatro instituições contra Nelson Piquet por falas racistas e homofóbicas em relação ao heptacampeão mundial Lewis Hamilton. Após a denúncia do Ministério Público ser acatada pela Justiça, o ex-piloto brasileiro terá um prazo de 15 dias para se manifestar.

Quatro entidades de defesa aos direitos da população negra e da comunidade LGBTQIA+ protocolaram as ações públicas contra Piquet, entre elas: a EducAfro, a Aliança Nacional LGBTI, o Centro Santos Dias de Direitos Humanos e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (Abrafh). No processo, elas pedem uma indenização no valor de R$ 10 milhões, que será revertido para a abertura de editais que contemplem que defendem pautas do movimento negro e LGBT+.

– As Associações Autoras requerem reparação de dano moral coletivo e dano social infligidos à população negra, à comunidade LGBTQIA+, e ao povo brasileiro de modo geral, em razão das graves ofensas racistas e homofóbicas vociferadas pelo réu, com a responsabilidade de quem porta a imagem pública de esportista tricampeão mundial de Fórmula 1 brasileiro – consta no texto da petição pública.

Na última semana, Piquet disse não ver problema em chamar Hamilton de ‘neguinho’. “Isso é tudo besteira, eu não sou racista. Não há nada, nada que eu disse errado. O que eu usei é uma palavra muito suave, até usamos com alguns amigos brancos. Eu realmente não me importo, isso não atrapalha minha vida”, afirmou a uma revista de esporte automotivo.

Leia: “O neguinho devia tá dando naquela época”: novo trecho do vídeo mostra fala racista e homofóbica de Nelson Piquet

Lewis Hamilton celebra vitória no GP de SP. I Foto: Stringer/Anadolu Agency via Getty Images

No dia (28), Hamilton fez uma publicação em seu Twitter rebatendo as falas racistas de Nelson Piquet. Em português ele escreveu que a sociedade precisa “focar em mudar a mentalidade”É mais do que linguagem. Essas mentalidades arcaicas precisam mudar e não têm lugar no nosso esporte. Eu fui cercado por essas atitudes e fui alvo de minha vida toda. Houve muito tempo para aprender. Chegou a hora da ação”, completou.

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Jersey Simon

Jornalista, especialista em Comunicação estratégica, empreendedor. Na luta por um Reino de Justiça e paz.

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