Importação de armas de fogo aumentou 33% em 2021

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Desde o ano de 1997, quando a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Siscomex) iniciou a série histórica de pesquisas sobre importação de armas de fogo, o Brasil nunca havia importado um volume tão grande. Ao todo, em 2021, foram U$ 51,9 milhões de armamentos importados e, no ano anterior, U$ 38,9 milhões, um aumento de 33%. Os números foram consolidados pela BBC News Brasil e divulgados nesta segunda-feira (31).

Fuzis e metralhadoras tiveram um aumento de 547% nas importações – Foto:
Tima Miroshnichenko

A importação de fuzis, carabinas e metralhadoras aumentou 547%, em relação ao ano de 2020, passando de 1.211 para 8.160 equipamento. Já os revólveres e pistolas, tiveram um aumento de 12%, de 105.912, em 2020, para 119.147 armas no ano passado.

As mudanças na legislação, promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), foram os principais motivos do crescimento da importação das armas de fogo. Uma série de decretos presidenciais facilitaram o acesso aos armamentos, mas especialistas ouvidos pela BBC News temem que esse quantitativo possa ser prejudicial para a segurança pública.

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O Exército, responsável pelo controle de importação de armas no país, disse que não tem estudos sobre a causa desse aumento, mas vem rastreando a compra de armas e munições em todo o território nacional. Por outro lado, o levantamento da BBC News Brasil utilizou sistema de estatística alimentado pelo Ministério da Economia e que está disponível na internet. No entanto, os dados não informam se as armas foram importadas por pessoas físicas, empresas ou órgãos públicos.

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