Homem é solto após três anos preso injustamente

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Vando dos Santos reencontra a família – Foto: Reprodução

No último sábado (13), o músico Vando dos Santos Bernardo foi solto depois de ficar 3 anos preso por engano. Em 2018, Vando foi acusado de ter cometido um latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. O caso aconteceu na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. No entanto, no mesmo dia e horário do crime ele estava tocando em um bar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A reportagem do Notícia Preta não conseguiu contato com o músico ou familiares dele para se pronunciar sobre o caso. Em nota, a Polícia Civil orienta que os delegados não usem apenas o reconhecimento fotográfico como única prova em inquéritos policiais para pedir a prisão de suspeitos.

A cor da justiça

O caso de Vando não acontece de forma isolada. Como fruto do racismo estrutural, pessoas negras são vistas como delinquentes em seu cotidiano. Um levantamento realizado pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro, em 2020, mostrou que, ao menos 58 pessoas foram presas, entre 1° de junho de 2019 e 10 de março de 2020, por crimes que não cometeram. Os equívocos são frutos de falhas no reconhecimento fotográfico nas delegacias. Em 70% dos casos, os identificados por engano eram homens negros.

De acordo com o Mapa do Encarceramento, em 2005 havia 92.052 negros presos, ou seja, considerando a parcela da população carcerária para a qual havia informação sobre cor disponível, 58,4% era negra. Já em 2012, havia 292.242 negros presos, ou seja, 60,8% da população prisional era negra. Sendo assim, entende-se que quanto mais cresce a população prisional no país, mais cresce o número de negros encarcerados.

Já em outro caso, no início deste ano, Marcos Vinícius Souza dos Santos, de 19 anos, um jovem com deficiência intelectual, foi preso no dia 3 de fevereiro acusado injustamente de assalto à mão armada, e foi solto três dias depois. A liberdade do jovem veio após a vítima que o acusou voltou atrás e disse que não tinha mais convicção se o jovem o assaltou. O caso aconteceu em Diadema, na Grande SP.

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1 Comment

  • Luiz Francisco

    (17/03/2021 - 08:44)

    Realmente Me Sinto Muito Triste Em Saber Que. Não Só Ele Tantos Outros Passam Por Essa Situação. Falta De Despreparo Da Polícia é Muito Grande. Vamos Começar De Sima. Quantos Engravatado Que Não São Negros. Vem Roubando Milhões Desviando Recursos Da Saúde Educação. São Presos Em Flagrante e Sai Soutos Sem Devolver Oque Desviaram. Na Verdade Quase Todos Órgãos. São Corrupto Não. Acredito Que Essa Força Tarefa Do Ministério Público, Estão Trabalhando Muito Sério Para Desmontar Toda Essa Quadrilha Que Aí Esta. Junto Com a Polícia Federal. Quero Deixa Bem Claro Que Somos Negros Sim. Mas Estamos Lutando Para Que Esse Quadro Mude Em Nossa Sociedade. Direitos Iguais Para Todos. Galera Acorda Brasil. ?????????

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