Governo do Rio nomeia PM envolvido na morte de Claudia, arrastada em viatura, como superintendente

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Filha de Claudia Silva Ferreira, morta na comunidade Congonha, em Madureira, Foto : Luiz Ackermann / Extra Foto: Luiz Ackermann/15/03/2014

Capitão Rodrigo Boaventura, que era tenente na época da morte de Claudia Silva Ferreira, foi nomeado nesta terça-feira (17) como superintendente de Combate aos Crimes Ambientais da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), no Governo do Estado do Rio de Janeiro.

A morte de Claudia ocorreu há seis anos e, enquanto responde na Justiça, o capitão segue trabalhando na Polícia Militar, com remuneração média de R$ 8.712,86, de acordo com o site da Secretaria de Planejamento e Gestão. Boaventura chegou a ser preso pelo crime, mas por poucas semanas. Até hoje, entretanto, o policial nunca foi sequer punido administrativamente pela PM pelo crime.

O policial será responsável pelo “planejamento, coordenação e execução nas ações de combate aos crimes ambientais, integrando os órgãos públicos responsáveis pela fiscalização ambiental das três esferas do governo”, como explica o site da secretaria. A informação foi publicada em primeira mão na colunista Berenice Seara, do jornal EXTRA.

Vinculada à Subsecretaria Executiva da pasta, a Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (Sicca) é responsável pelo “planejamento, coordenação e execução nas ações de combate aos crimes ambientais, integrando os órgãos públicos responsáveis pela fiscalização ambiental das três esferas do governo”, como explica o site da secretaria.

A Seas informou por meio de nota que “Rodrigo Boaventura responde a processo e não existe nenhuma condenação”. O Governo do Estado também não se pronunciou sobre o caso.

Em 2014, quando Claudia foi morta arrastada pela Estrada Intendente Magalhães, na Zona Norte do Rio, policial Boaventura comandava a patrulha que realizou a operação no Morro da Congonha, em Madureira, no dia do homicídio.

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