Exposição Casa dos Criadores chega à 48ª edição e vai até a próxima sexta-feira

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O evento de moda autoral Casa dos Criadores chega à sua 48° edição e com a pandemia está totalmente digital pelo segundo ano seguido. Conhecido por sempre revelar novos talentos, tem nessa edição 10 estilistas iniciantes. Além dos fashion films e desfiles gravados, a Casa de Criadores conta também com shows de Vermelho Wonder, Rico Dalasam, Teto Preto e Brisa Flow.

Foto: Ricardo Prado

As apresentações irão até a próxima sexta-feira (30), sempre a partir das 20 horas, com vídeos filmados em centros históricos das cidades de Salvador e São Paulo, por exemplo. Entre as estilistas estreantes estão Fkawallyspunkcouture, Berimbau Brasil, Felipe Caprestano, Jalaconda, Ateliê Criativa Vou Assim, Oroomin, Leandro Castro, Teodora Oshima, Brocalestá e a baiana Mônica Anjos, com uma coleção baseada na dança e na primeira dançarina de pé descalço.

O Notícia Preta entrevistou o modelo e ator Ednei William, sendo a primeira vez dele desfilando na Casa de Criadores. Ele foi convidado por Mônica Anjos para desfilar a coleção “Ancestralidade”, depois de se conhecerem no Afro Fashion Day. O sentimento de Ednei ao participar do evento é o de poder acreditar em seus sonhos e correr atrás para torná-los realidade. “Sendo negro e andrógino, desfilando para uma marca preta e baiana, é um sentimento de que eu posso sim, não existe o impossível se você luta pelos seus sonhos. Como diz minha mãe: você pode tudo se estudar”, afirma.

Estudante, Ednei deseja seguir carreira nacional e internacional, apesar de antes se sentir fora dos padrões. Com o autoconhecimento e estudos sobre a história do povo preto, o jovem se descobriu lindo. “Hoje, depois de me conhecer e conhecer a história do nosso povo, me sinto lindo, quero fazer carreira nacional e internacional como um grande ator e modelo, como diz Isaac Silva ‘acredite no seu axé'”, disse o modelo.

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O desfile está acontecendo pela segunda vez de forma virtual, através de fotos, vídeos e lives. Ednei ressalta os desafios e vantagens entre os desfiles antes e pós pandemia. Ele concluiu dizendo ser um grande desafio ambos modos. “O virtual tem o lado lado bom de poder refazer, caso tenha errado, e a expansão da utilização da criatividade. O sentimento de um desfile presencial é diferente quando você pisa numa passarela com pessoas te olhando, você sente a energia. Enfim, os dois são incríveis”, finalizou ele.

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