CAVALO, filme estreia em agosto e fala de ancestralidade do corpo

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O filme CAVALO é o primeiro longa-metragem realizado em Alagoas. Dirigido por Rafhael Barbosa e Werner Salles, a obra circula entre a ficção, o documentário e a experimentação para falar sobre a memória da ancestralidade no corpo.

O filme é o primeiro produzido em Alagoas – Foto:

Indicado ao Prêmio Guilherme Rogato, da prefeitura de Maceió, e contando com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para sua realização, CAVALO é o primeiro longa-metragem fomentado por um edital público realizado em Alagoas.

Cavalo, nome do filme, é o termo usado nas religiões afro-diaspóricas, como a Umbanda e o Candomblé, para denominar os praticantes que são capazes de receber entidades em seus corpos. “A incorporação no cavalo não é apenas mental ou espiritual – ela passa por todo o corpo. Da mesma forma, CAVALO não é um filme que tenta desvendar ou explicar a religiosidade, mas toma carona na experiência singular do corpo para acessar a memória, a
ancestralidade e a construção de identidade de seus personagens”
, afirma direção da obra.

O longa-metragem será lançado nacionalmente pela Descoloniza Filmes e pela La Ursa Cinematográfica nas salas de cinema e nas principais plataformas digitais.

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“O contato com as histórias das personagens transformou o roteiro do filme. Nas audições, fomos confrontados com relatos muito ricos, histórias poderosas. Enxergamos nessas sete trajetórias elementos que se complementam para criar uma só narrativa”, conta Rafhael Barbosa. “O filme não tem uma narrativa clássica. Seguimos o caminho do cinema de poesia, mas sempre com uma vontade de nos conectarmos com o público por meio da sensibilidade. Num momento em que a intolerância religiosa e os diversos preconceitos avançam de maneira preocupante no país, ‘Cavalo’ é um grito poético que deve reverberar”, completa ele.

“Escolhemos o corpo como signo mais proeminente do filme. Nossas personagens são sete jovens artistas alagoanos, rappers, Bboys e Bgirls, dançarinos e dançarinas de diferentes gêneros. E alguns deles são cavalos, condição que potencializa a capacidade de expressão corporal”, diz Werner.

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