Estátua do general confederado Robert E. Lee é retirada nos EUA

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A estátua do general Robert E. Lee líder, militar dos confederados do sul na Guerra Civil dos EUA (1861-1865) foi removida nesta quarta-feira (8), da cidade de Richmond, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. 

Foto: Steve Helber/POOL/AFP

O general Robert E. Lee é conhecido por chefiar as forças que lutavam a favor dos Estados Confederados americanos durante a Guerra Civil, que defendiam a manutenção da escravidão e o rompimento com os estados do norte. Por essa razão, os monumentos e bandeiras ligadas ao grupo e ao general são alvos de protesto contra o racismo até hoje, uma vez que também são utilizados por grupos extremistas racistas e nacionalistas como símbolos de saudação ao passado escravocrata americano.

A estátua de Robert E. Lee estava há mais de um ano para ser retirada, desde junho de 2020. O governador da Virginia, Ralph Northam (Democrata) anunciou os planos para remover a obra dez dias após o assassinato de George Floyd por um policial branco em Minneapolis. A morte de Floyd desencadeou o movimento “Black Lives Matter”, em nível internacional, denunciando discriminação racial e violência policial.

De acordo com o centro de pesquisa Southern Poverty Law, nos últimos seis anos foram removidos mais de 300 símbolos confederados e de supremacistas brancos, mas cerca de 2.000 ainda estão de pé.

Leia também: Estátua de escravocrata é retirada nos Estados Unidos

Após 130 anos sobre seu pedestal de 12 metros de altura, a estátua do general Robert Lee, que é considerada uma das maiores estátuas ainda de pé em homenagem aos confederados, foi retirada com a participação de centenas de pessoas. Richmond “não é mais a capital da Confederação”, disse Levar Stoney, prefeito da cidade.

No Brasil, o debate se remete ao monumento do Borba Gato, na zona sul de São Paulo, incendiado em julho deste ano. A estátua, polêmica desde a inauguração, é contestada por homenagear um bandeirante – eram principalmente paulistas que atuaram na captura de escravos, destruição de quilombos, aprisionamento de indígenas, mapeamento de territórios e na procura de pedras e metais preciosos. 

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