Espetáculo de mulheres negras que foi impedido de se apresentar na Câmara de Vereadores do Rio ganha novo espaço para estreia

Após ter a estreia impedida na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, no último dia 29, a peça “Encruzilhada Feminina” tem novo espaço para a primeira apresentação. O espetáculo estreia dia 15 de dezembro no Centro Cultural dos Correios, no Centro do Rio.

“A proposta veio no mesmo dia em que fomos impedidas de nos apresentar na Câmara. Vamos integrar a exposição do Benet Domingo. Se este espaço não nos fosse ofertado – em forma de acolhimento – por tudo o que passamos, jamais conseguiríamos apresentar aqui. Ainda é um espaço de pouco acesso ou seletivo. Então, fazer parte de uma programação que tanto nos agrada é unir a arte e afetos num só lugar. Só temos que agradecer às artistas Pilar e Maria Matina Benet Domingo pelo carinho e espaço de acolhimento”, ressaltou Cynthia Rachel Esperança, escritora, diretora e produtora da peça.

A apresentação de “Encruzilhada Feminina” será às 17h, durante a exposição “Benet Domingo, a trajetória de um artista”, que reúne centenas de obras do artista, arquiteto e cenógrafo catalão, Pere Benet Domingo.

O espetáculo seria uma das atrações, dia 29 de novembro, na semana da consciência negra na Câmara dos Vereadores. O convite para a apresentação foi confirmado em fevereiro deste ano, mas o coletivo que produz a peça, e que também se chama “Encruzilhada Feminina”, soube 40 minutos antes do horário previsto que não haveria apresentação.

A peça aborda diferentes situações vividas pela mulher negra: intolerância religiosa, lesbocídio, assédio, maternidade, sua atuação na política, seu ingresso na universidade, entre outras.

O coletivo Encruzilhada Feminina também é composto pela diretora Helyane Silsan e pela atriz Rachel Barros. A peça conta com a parceria da figurinista Luceni de Oliveira, e dos sonoplastas Cristine Ariel e Bruno Donato.

O Centro Cultural dos Correios fica na Rua Visconde de Itaboraí 20, Centro, Rio de Janeiro.

Cintia Cruz

Formada em Jornalismo pela PUC-Rio, em 2008, é mãe do Benício, moradora da Baixada Fluminense e tem 36 anos. Trabalhou na Rádio MEC, trabalhou como assessora de imprensa, escreveu para a Revista Raça Brasil e foi freelancer do Canal Futura. Desde 2010, é repórter do Jornal Extra.

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