Escolas e universidades em Portugal são pichadas com frases racistas contra negros, ciganos e brasileiros

APOIE O NOTÍCIA PRETA
Escola Secundária da Portela amanheceu pichada com frases contra negros e brasileiro –  Reprodução/Twitter/Iara Sobral

Três escolas secundárias, duas universidades e um centro para refugiados em Lisboa, Portugal, foram pichados com frases racistas e xenofóbicas contra negros, ciganos e brasileiros na madrugada da última sexta-feira (30). A polícia portuguesa está investigando os crimes, mas até agora não foram divulgadas informações sobre suspeitos.

O vandalismo aconteceu nas entradas das escolas secundárias Antônio Damásio, da Portela e de Sacavém, além da Universidade Católica Portuguesa e do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE). Um centro de acolhimento de refugiados na região da Bobadela, também foi alvo.

Em imagens é possível ver frases como “Portugal é branco” e pedindo que “pretos” e “zucas”, gíria usada para se referir aos imigrantes brasileiros, “voltem para África” e “para as favelas”. Além de “Fora com os pretos! Por uma escola branca”, “Morte aos ciganos. Portugueses, digam sim ao racismo”,“Viva a raça branca” e “Morte aos pretos. Por uma faculdade branca”.

No Instituto Universitário de Lisboa a frase pede “morte aos pretos” – Reproducao/Twitter/anagmonico

O secretário de Educação de Portugal, João Costa, se manifestou a respeito do caso por uma rede social: “Não podemos aceitar que alguém escreva isto tantos anos depois de Rosa Parks. Não podemos parar de denunciar que estas atitudes estão cada vez mais legitimadas por pessoas que, tendo crescido em democracia, suspiram, discursam e anseiam pelo regresso a um qualquer regime de que têm saudades sem nunca terem conhecido”, afirmou.

A maioria dos muros já foram pintados e as frases ofensivas, apagadas. Mesmo assim, as imagens que mostram os insultos têm se espalhado nas redes sociais.

APOIO-SITE-PICPAY

Samily Loures

Baiana em terras capixabas, é formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo). Com atuação em publicidade social e pesquisa em Identidade Negra, acredita que a comunicação pode ser instrumento de mudanças sociais. Apesar de militante e sagitariana, consegue levar a vida com serenidade. E deboche.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.