Érico Bras fala sobre amor preto: “é importante que homens pretos se unam às mulheres pretas”

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A escritora Kenia Maria e seu marido o ator e apresentador Érico Bras

Em entrevista ao Portal Notícia Preta o ator Érico Bras falou sobre a importância das relações afrocentradas. Esta semana o apresentador do programa “Se joga”, da Tv Globo, e a escritora Kenia Maria reataram a união após quase um ano separados.

” É importante que os homens pretos se unam às mulheres pretas para gerar famílias pretas e garantir que estaremos vivos, enquanto corpos presentes na sociedade. Mas também, para manter a fluência da consciência negra no seio familiar”, disse o ator.

Para Érico, o relacionamento afrocentrado é o que mantém vivo e constrói famílias conscientes de sua negritude: “Famílias formadas por negros e negras ainda deixam uma esperança de preservação da consciência negra capaz de manter-nos vivos. Uma família interracial não se comprometerá jamais em discutir essas questões porque ali, no seio familiar, tem um representante legal da soberania, supremacia e ideologia não negra”, explica o ator.

Famílias formadas por negros e negras ainda deixam uma esperança de preservação da consciência negra capaz de manter-nos vivos”

Érico Bras

Questionado sobre a frase ‘amor não tem cor’, Érico explica que negros e negras precisam ter cautela para não reforçarem o conceito da ‘inferioridade negra’: “Precisamos tomar cuidado com as pessoas que usam do direito de não se envolverem com questões raciais, não militam e disseminam ideias racistas como se fosse algo banal. Um casamento interracial interrompe o fluxo da raça na sua continuidade e reforça a mestiçagem. Aliás, a mestiçagem é responsável pelo separatismo que insiste em afirmar, que existe uma inferioridade no povo negro”, diz o ator.

Referências na luta antirracista, Érico Bras e Kenia Maria integraram a lista dos 100 negros mais influentes do mundo, organizada pelo Mipad, vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).  A escritora e ativista Kenia Maria é defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil e há mais de 20 anos luta para combater o sexismo e o racismo no Brasil. Érico Brás vem movimento negro da Bahia, sempre fez teatro político e também luta há anos contra o racismo e as desigualdades.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, fundadora e CEO do portal Notícia Preta e podcaster do Canal Futura. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

2 Comments

  • Meu comentário não é em relação ao texto, mas em relação a uma entrevista de Kenia Maria ao UOL.
    Eu sou mulato, filho de pai pardo e mãe preta. Tenho muito orgulho de minhas origens e de minha miscigenação.
    Kenia Maria diz ser antirracista, mas na entrevista ao UOL ela disse ter ódio dos portugueses. Disse que no Brasil teria sido bom ter tido segregação como nos EUA. Disse que as crianças negras não deveriam conviver com crianças brancas. Demonstrou ser super racista. Portou-se como alguém que odeia qualquer outra cor que não seja preta. Os nazistas fizeram o mesmo…
    Isso só desune o povo preto, pardo e miscigenado do Brasil. Por isso Bozo ganhou… Por causa de discursos fanáticos provenientes da esquerda. É hora de ter auto-crítica.
    PS: também tenho sobrenome português, porque o meu bisavô português casou com minha bisavó negra. O sobrenome veio do casamento. Estupro não gera sobrenome… Reflita um pouco.

  • Isso é eugenia. Os nazistas falavam a mesma coisa. Isso é muito racista.

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