Entidades pedem na Justiça indenização de R$40 milhões à Zara após caso de racismo

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A Educafro (Edicação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) e o Centro Santo Dias de Direitos Humanos entraram com uma ação civil pública na Justiça do Ceará pedindo R$ 40 milhões de indenização à empresa Zara, após a delegada Ana Paula Barroso ter sido vitima de racismo em uma loja. A Polícia Civil do Ceará está investigando o caso por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fortaleza.

A ação acontece depois que uma delegada da Polícia Civil alegou ter sofrido discriminação racial em um shopping em Fortaleza. Um vídeo em que policiais vão à loja para averiguar a denúncia viralizou nas redes sociais neste mês.

Representantes da Zara alegam que o fato ocorreu pelo fato de a delegada e diretora-adjunta do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis da Polícia do Ceará estar tomando um sorvete e utilizando a máscara de maneira inadequada.

A delegada confessa que estava de fato comendo, mas que procurou seguranças do shopping para confirmar a proibição de ingressar na loja com alimentos. Diante das negativas, Ana Paula voltou à loja, onde, segundo o boletim de ocorrência, o gerente teria confirmado a versão da delegada.

Em entrevista ao jornal O Globo, Ana Paula diz que o gerente “tentou justificar (dizendo) que tem amigos negros”.

Zara
As entidades requerem “reparação de dano moral coletivo e dano social infligido à população negra”

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A ação foi impetrada na 15ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), na última segunda-feira (20).

De acordo com a ação impetrada, as entidades requerem “reparação de dano moral coletivo e dano social infligido à população negra e ao povo brasileiro de modo geral, em razão de abordagem ilícita e vexatória cometida por agentes das rés em desfavor de consumidor negro”.

Além da indenização, as entidades pedem, na Ação Civil Pública, a revisão dos contratos de terceirização da segurança por parte da Zara para que ela exija de empresas contratadas um rigoroso treinamento de vigilantes e supervisão.

As entidades também solicitam que a empresa exija de seus fornecedores adoção de medidas antirracistas para que contratos sejam assinados, revisão imediata de protocolos de abordagem, entre outros pedidos.

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